Fim da angústia: Michelle reaparece!

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Final feliz para o caso da cabeleireira desaparecida desde o dia 17 de janeiro. Michele Fernandes estava em Vila Cosmos, Zona Oeste do Rio, na casa de uma senhora conhecida. Neurocientista avalia a possível causa para a inesperada atitude.

Depois de treze dias de angústia e incerteza, a família de Michele Fernandes de Oliveira pôde respirar aliviada no dia 30 de janeiro. A cabeleireira de 35 foi localizada em Vila Cosmos, na Zona Oeste do Rio, por investigadores da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo. Segundo os policiais, ela foi encontrada bem de saúde, sem ferimentos e levada para a sede da especializada, em Niterói, onde encontrou os parentes.

O delegado Gabriel Poiava informou que, no depoimento, Michele relatou ter chegado ao bairro após um suposto surto mental. Ela pegou diferentes coletivos até ser acolhida por uma pessoa conhecida. “Ela estava na residência de uma senhora e não tinha sinal de ter sofrido qualquer violência física ou psicológica. Desde que a denúncia chegou a nós, trabalhamos incansavelmente e hoje tivemos a felicidade de encontrá-la viva e bem para devolvê-la à sua família”, afirmou.

Feliz com o desfecho, a família agradeceu ao delegado e sua equipe, composta por oito investigadores: Luís Eduardo Gomes Assunção, Bernardo da Costa Marques, Hevellyn Katarine Milanez Barbosa, Leila Naumann Falcão, Catherine Guedes Macchiarulo, Rodolfo Paulo de Brito Santos, Rafael Modenesi e Rachel Mattoso Câmara. Os agradecimentos também foram para os Oficiais de Cartório da 82ª DP (Maricá) (Denise de Oliveira Siqueira e Andrea da Costa Celestino) e pelo apoio através da corrente de orações e a campanha iniciada nas redes sociais para encontrar Michele.

“Curto-circuito” psíquico pode deflagrar reações descontroladas”

Ouvido pelo jornal GAZETA, o neurocientista Alan Christi Vieira analisou o que pode ter provocado a curiosa atitude de Michele. “A mente e o cérebro humanos são universos incríveis capazes de coisas espetaculares, mas também são capazes de coisas desastrosas. Muitas vezes motivada por uma alteração radical e um “curto-circuito” psíquico, a mente pode deflagrar reações extremas e descontroladas. Isso acontece por motivos diversos que podem ser de origem orgânica quando acontecem alterações hormonais, desequilíbrio de substâncias bioquímicas do corpo e do cérebro e mudanças atípicas nas funcionalidades neuronais. Ou podem ser de origem psíquica como picos de estresse, conflitos relacionais e situações extremas de medo, ansiedade ou angústia. Em qualquer desses casos o cuidado deve ser total, pois, a pessoa pode ter atitudes e comportamentos inesperados, radicais, estranhos e extremados e podem até mesmo colocar sua própria vida em risco.”

RECORDANDO

#OndeEstáMichele?

SUMIÇO: O mistério sobre o desaparecimento de Michele Fernandes de Oliveira começou na noite do dia 17 de janeiro, quando saiu do Salão do Reino das Testemunhas de Jeová, no Centro de Maricá, e deixou as duas filhas com uma amiga depois de receber uma mensagem. Moradora de Vista Alegre (Zona Norte do Rio), Michele estava à procura de uma casa para viver na cidade onde já havia morado há cerca de seis anos. O caso foi registrado no dia seguinte na 82ª DP (Maricá) e depois foi encaminhado à Delegacia de Homicídios de Niterói, responsável por casos de desaparecimento.

As investigações tiveram início ouvindo os familiares e com câmeras de segurança analisadas em diversos lugares. Segundo a polícia, a equipe responsável realizou diligências para esclarecer o caso. Amigos chegaram a lançar na internet a campanha #OndeEstáMichele para ajudar nas buscas por informações.

Michele já tinha morado no condomínio Green Park, mas atualmente estava vivendo em Vista Alegre, na Zona Norte do Rio, com o marido e as filhas. Como pretendia voltar para Maricá na semana do desaparecimento estava hospedada na casa de amigos na cidade.
Os pais de Michele, que moram em São Paulo, estiveram em Maricá naquela semana buscando informações sobre a filha. Na noite em que sumiu, a cabeleireira usava um vestido branco com pintas pretas. Familiares, amigos e até pessoas desconhecidas prestam solidariedade aos parentes mais próximos nas redes sociais.

FONTE: JORNAL GAZETA MARICÁ

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