4 séries de humor da Netflix que valem à pena assistir!

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Sex EducationSex Educacion/Eric, Maeve e Otis

Otis (Asa Butterfield) é um adolescente com dificuldades de interação social, que vive com sua mãe, Jean, uma terapeuta sexual. Junto ao seu melhor amigo, Eric. Eles vivem diversas situações de ser a “minoria social” de um universo colegial. Enquanto Otis é o perfil do nerd quieto e introvertido, Eric é a figura do negro homossexual. Lidando com as adversidades escolares, os dois contornam as situações com o grande laço de amizade que possuem.

Sex Education é muito mais que uma série de humor com adolescentes falando sobre sexo, ela aborda assuntos mais profundos como a própria educação sexual. A série não possui humor apelativo ou exagerado, muito pelo contrário, tudo é tratado de forma leve.

Alguns dos temas tratos em Sex Education são: ansiedade, transtornos psicológicos, a homossexualidade, adoção, nudes, o amor romântico e o amor por prazer e também sobre o aborto. Questões atuais ainda muito polêmicas em nosso país.

The Good Place

The Good Place é uma das produções mais queridas da Netflix, por ser uma das séries mais criativas e inusitadas da comédia já criadas.

The Good Place é o tipo de série que você pode assistir a qualquer momento e que, provavelmente, te fisgará quando menos estiver esperando. Já tem três temporadas inteiras disponíveis na Netflix!

Há dois pontos que são a grande-chave para fazer de The Good Place uma ótima série de comédia: o desenvolvimento de seus personagens e a dinâmica que passa a se desenrolar entre eles, o que leva alguns episódios para que se tome forma. Portanto, é possível que os primeiros episódios não empolguem de cara, mas a trama ganha uma crescente muito positiva ao decorrer da temporada.

A abordagem da série sobre os conceitos de paraíso e inferno são muito interessantes e até mesmo desconstitutivas, trazendo, de forma leve, breves questionamentos sobre nossas ações do dia a dia. Outro aspecto importante abordado é a relação inter-racial dos personagens que compõem o núcleo principal – o que em nenhum momento é usado como subterfúgio para a trama, mas que, perfeitamente, é tratado de modo natural, reforçando a ideia de que diferenças étnicas e culturais devem ser respeitadas e recebidas com naturalidade em qualquer sociedade.

A exploração de diversas situações bizarras são hilárias, especialmente quando Michael tenta experimentar e entender modos humanos, ou como Janet tenta obter comportamentos baseados nas nossas emoções. A visão de “humanidade” apresentada em The Good Place é incrivelmente cômica e real, debochando, de forma inteligente, de como agimos muitas vezes de forma patética sem ao menos nos darmos conta.

One Day at a Time

Crítica | One Day At a Time - comédia mais que necessária

One Day at a time é a comédia mais que necessária, ainda que a série tenha sido cancelada (sim, ainda não superamos), vale à pena conferir as 3 temporadas na Netflix com 13 episódios curtos, cada.

One Day at a Time se apoia em uma comédia extremamente inteligente e totalmente atual, aproveitando, inclusive, esse tom para construir seus personagens de forma única e abordar temas que são urgentes para todas as famílias. Fala-se de depressão, ansiedade, terceira idade, cultura LGBTQ+,  xenofobia, drogas e mais; tudo de forma sutil, mas escancarada quando necessária.

One Day at a Time é muito sensível e humana e isso vale para todos os temas que a série resolve debater. É uma série sobre a vida e sobre como nós estamos em um constante processo de evolução. É justamente por abordar questões rotineiras que é quase impossível não se pegar se identificando em algum momento com algumas situações. Agora liga a Netflix e começa a ver essa série maravilhosa. Você pode me agradecer depois!

Everything Sucks!

Netflix/Divulgação

Everything Sucks!, consegue retratar muito bem as dores e delícias da adolescência, apesar de não se aprofundar em algumas delas. É uma série leve e simples de se assistir.

Luke, um garoto tímido que decide produzir um filme amador de ficção científica ao lado de seus amigos do Clube de Vídeo da escola — algo que é somente um pretexto para explorar situações típicas da adolescência: paixões platônicas, a descoberta da sexualidade, a falta de autoconfiança e a insegurança constante.

Ela é ambientada nos anos 90, podemos facilmente surfar na onda recente da nostalgia na cultura pop e se tornar um festival de referências. A série faz lembrar bastante o visual da série Stranger Things, embora a história não tenha nenhuma semelhança.

Everything Sucks! também acerta ao retratar a descoberta da homossexualidade e da bissexualidade durante a adolescência de uma forma orgânica e singela, sem limitar as personagens a essas características e sem transformar tudo em um grande espetáculo.

Uma pena que essa série a Netflix também nos fez o desfavor de cancelar (tristeza, né?).

A trilha sonora é um espetáculo por si só. Os produtores acertaram em cheio ao investir em hits da época. Além de  “Wonderwall”, a série se aproveita de outras clássicas como “Don’t Look Back in Anger”, também do Oasis; “Breakfast At Tiffany’s”, do Deep Blue Something e “Take It Like A Man”, do The Offspring. Além de servirem como ponto narrativo para a trama em si, as músicas também refletem o estado de espírito do personagem que está escutando elas, algo que dá ao espectador uma melhor noção de quem eles são.

Assistir essa série é uma experiência doce e gostosa, havia muito potencial para se tornar algo realmente especial, foi realmente uma pena o cancelamento.

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