Chega a 11 o número de mortos em desabamento de prédios no Rio

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Os imóveis ficavam na comunidade Muzema, em uma região afetada pelas enchentes no início desta semana. Ao menos 11 pessoas morreram. Os bombeiros ainda fazem buscas nos escombros. A Prefeitura do Rio afirmou que os prédios eram construções irregulares. A área é dominada por milícias.
A região é uma Área de Proteção Ambiental (APA) e os prédios ali construídos não respeitam a legislação em vigor. Por se tratar de área dominada por milícia, os técnicos da fiscalização municipal necessitam de apoio da para realizar operações no local.
Os prédios estão localizados na subzona A-43 do Decreto 3046/81, que disciplina a ocupação do solo na região, onde são adotados os parâmetros da ZR-1 do Decreto 322/76 (lei do Zoneamento Urbano na cidade), que permite apenas construções unifamiliares.
Na Muzema, as construções não obedecem aos parâmetros de edificações estabelecidos, como afastamento frontal, gabarito, ocupação, número de unidades e de vagas.
A CET-Rio está atuando para organizar o trânsito na Muzema, que funciona no sistema de siga e pare. A orientação é que os motoristas evitem a região.
O volume de terra é muito grande na região, por isso, a Companhia programou operações especiais na região da Muzema e adjacências. Ao todo foram removidas 136 toneladas de resíduos. Na manhã desta sexta-feira, a operação foi ampliada, com o emprego de 106 garis.
Bombeiros retiraram mais um corpo dos escombros dos prédios que desabaram na última sexta-feira, na Muzema. Com a nova vítima, uma mulher, chega a 11 o número de mortos. Os militares buscam pelo menos 13 desaparecidos. Esse é o quarto dia de trabalhos.

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