O que a ciência explica para manter suas resoluções de Ano Novo?

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O início de um novo ano começa com resoluções e planos para mudanças no comportamento, especialmente os relacionados à saúde. Mas pouca gente consegue de fato mantê-las. Embora variem, as estimativas são de que 80% das pessoas abandonam as resolução na metade de fevereiro — quem dirá março e abril.

As razões variam, mas a verdade é que mudar é muito difícil. Em geral, as pessoas não exploram as razões para a mudança ou o quão prontas estão para isso. Também não pensam em um plano concreto. E talvez simplesmente nem percebam quão difícil é mudar um comportamento

Quem consegue, porém, tem algumas coisas em comum. Em geral, eles têm motivação para mudar, e acreditam na capacidade de adotar comportamentos de saúde positivos. Eles também acompanham esses comportamentos e definem metas. Na psicologia, existem algumas teorias para explicar os processos biológicos, sociais, ambientais e psicológicos que influenciam a mudança de comportamento.

Uma das mais populares é o Modelo Transteórico, segundo o qual existem cinco estágios para a mudança de comportamento: o de pré-contemplação, no qual a pessoa ainda não pensa sobre a mudança e talvez se recuse a admitir que tem um problema; contemplação, quando reconhece o problema, mas não se dispõe a mudar imediatamente; preparação, quando começa a fazer planos; ação, quando a mudança começa a acontecer; e manutenção, que são os esforços feitos para evitar uma recaída.

Para aumentar as chances de sucesso, um dos primeiros passos é entender o porquê do desejo de mudar. Sem isso, é difícil manter a motivação.

No processo e preparação, desenvolver um plano realista é fundamental. Há estudos que mostram que somente definir metas não necessariamente ajuda a alcançá-las. Na verdade, definir metas muito desafiadoras pode ter o efeito contrário e resultar em fracasso, por causa do estresse que podem causar. O ideal é definir metas de curto e longo prazo, que sejam específicas, mensuráveis, alcançáveis, realistas e oportunas.

E, durante a ação, é importante acompanhar e monitorar o comportamento. Vale manter um diário, fazer anotações ou apostar em apps de monitoramento. Finalmente, em alguns casos, a ajuda profissional pode ser a melhor forma de alcançar os objetivos. Procure um psicólogo!

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