Crise nas redes e discussão da previdência

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Enquanto integrantes do governo batem boca nas redes sociais, no Congresso, a Reforma da Previdência começa a ser analisada HOJE. A Comissão Especial quer definir o calendário de audiências públicas para que o texto possa ser discutido em JUNHO.
É nesta fase que os deputados vão apresentar emendas e apreciar o mérito da reforma. A expectativa é que o ministro da Economia, Paulo Guedes, compareça ao colegiado amanhã para convencer os parlamentares sobre a necessidade da mudanças.
O presidente da comissão, deputado Marcelo Ramos, cobrou transparência do governo na condução da proposta, que pretende economizar mais de R$ 1 trilhão em dez anos. “Ser transparente é não vender a ilusão de que imediatamente após a reforma o país vai voltar a crescer”, disse.

Marcelo Ramos afirmou que se a reforma for para o Plenário hoje, ela NÃO tem chance nenhuma de ser aprovada. “Não adianta deixar o projeto pronto e não ter votos no Plenário”. Ele garantiu que a sua intenção de aprovar o texto na comissão em julho permanece, mas depende da articulação política do governo.
O grande desafio é resistir à pressão das corporações de servidores públicos. Eles querem retirar categorias do texto ou, pelo menos, amenizar as mudanças. Os sindicatos estão mobilizados e devem montar uma espécie de ‘bunker’ no Congresso Nacional.
A primeira reunião da comissão acontece na tarde de hoje. Os deputados vão analisar a proposta de cronograma de trabalho do relator Samuel Moreira. Marcelo Ramos reforçou que a sua intenção de aprovar o texto na comissão em julho permanece, mas depende da articulação política do governo. “Não adianta deixar projeto o pronto sem ter votos no plenário”, disse. Ele afirmou que acha possível manter o cronograma, desde que “o governo faça sua lição de casa de organizar maioria”.

Marcelo Ramos defendeu a importância de aprovar o texto da reforma da Previdência e disse que é preciso termos responsabilidade com o país. Ele afirmou, entretanto, que não dá para sustentar a tese de que reforma é só para combater privilégios. “Não é. Ela é de ajuste fiscal e também combate privilégios, mas pede sacrifícios de todos”, disse. O deputado avaliou que, mesmo retirando do texto pontos como o BPC (Benefício de Progressão Continuada), a aposentadoria rural e mudanças para professores, “ainda estamos falando de uma economia de R$ 1,1 trilhão”, disse.

Em relação à ida do ministro da Economia Paulo Guedes à primeira audiência, o deputado explicou que sua presença depende da reunião dos coordenadores dos partidos, que será realizada às 11 horas. Questionado sobre como pretende evitar os constrangimentos do último encontro de Guedes com deputados, ele afirmou que o ambiente hoje é um pouco melhor do que era na CCJ. “Há um diálogo melhor”, garantiu. “Eu mesmo participo hoje de uma reunião com as minorias para deixar claro que nós podemos contribuir com um país se tivermos um debate sobre o conteúdo da reforma, ainda que duro […], mas sem descambar para atitudes que desmoralizam a casa e que não ajudam em nada a população a entender essa questão tão fundamental para o país”, disse.

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