Letícia Colin fala da sexualidade de sua personagem em Segundo Sol

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A atriz interpreta a prostituta Rosa na novela global. ‘É a primeira vez que tenho um papel com essa pegada mais quente’, afirma
Foto: Paulo Bellote/Divulgação
Letícia Colin se transformou em uma baiana arretada para dar vida à prostituta Rosa em Segundo sol, novela das 21h da Globo. Com o bronzeado, a sensualidade, a mudança de visual e o sotaque na ponta da língua, a atriz tem chamado atenção em cena. No bordel de Laureta (Adriana Esteves), a personagem conquistou o coração de Ícaro (Chay Suede), mas o relacionamento conturbado acabou os afastando. Agora, Rosa começou a se envolver com Valentim (Danilo Mesquita).
“É a primeira vez que tenho uma personagem na Globo com essa pegada mais quente. Acho que a Bahia emana uma coisa que vem da comida, da música, tem um afrodisíaco no ar. Quando li o texto da Rosa, a senti borbulhando. Ela é uma mulher que passa e as pessoas notam. Tem uma relação com o corpo que é muito tranquila, livre, uma afirmação da sensualidade”, observa a atriz.
Na trama, o ciúme exacerbado entre Rosa e Ícaro pôs um fim no namoro. Entretanto, muita água ainda vai rolar debaixo dessa ponte, pois o novo namorado da moça é exatamente o meio-irmão do ex. Embora ninguém saiba, no momento, dessa ligação entre os dois, isso pode gerar mais um drama para a garota de programa no futuro. Para sua intérprete, a paixão da personagem pelos dois filhos de Luzia (Giovanna Antonelli) se tornará um dilema.
“É difícil essa relação. A vida, às vezes, é uma sinuca de bico. Tem coisas que a Rosa vê no Ícaro que a deixam muito encantada, apaixonada. O Valentim também é doce, gentil e isso é muito comovente. Mas ela está numa cilada ótima. Pode escolher qualquer um dos dois”, diz aos risos.
Segundo Letícia, as pessoas ainda não aprenderam a tratar a sexualidade de um jeito saudável. E, por conta dessa inabilidade de lidar com o corpo, há tantos problemas sociais, como abuso e estupro. A atriz acredita que isso acaba contribuindo para este tipo de comportamento, quando se trata de opinar sobre como uma mulher deve andar ou se vestir, por exemplo. Então, por ser a prostituição um tema complexo, ela se cercou de pesquisas no processo de composição da personagem.
FEMINISTA
“Foi uma preparação de tudo, desde ler (a feminista) Camille Paglia até referências brasileiras, como ir à Vila Mimosa (famosa área de prostituição no Rio de Janeiro). Foi encantador pesquisar e compreender de um jeito mais amplo, porque é uma questão complexa. Dentro do feminismo mesmo têm pessoas a favor e outras contra a legalização da profissão. O legal da Rosa é que ela olha pra essa questão sem hipocrisia”, conta.
Feminista, Letícia afirma que ainda não tem uma opinião formada sobre a prostituição. Entretanto, ela espera que suas pesquisas por causa da Rosa ofereçam um panorama para falar melhor sobre o assunto. A atriz relata que tem aprendido muito com a forma como a prostituta se posiciona na trama de João Emanuel Carneiro.
“Existem feministas que defendem que a prostituição é um lugar de vitimização da mulher e abominam. Outras acham que tem de legalizar, que é ‘meu corpo, minhas regras’. Ainda não sei o que acho. Espero terminar essa novela com alguma opinião, porque tenho pontos em comum com ambos os lados”, confessa.

Fonte: Diário de Pernambuco

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