Os incríveis 2 finalmente nos cinemas

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Após longa espera, Os Incríveis 2 finalmente vai aos cinemas.

Os Incríveis 2 (Foto: Divulgação)

Quando Os Incríveis foi lançado em 2004, o mundo era um lugar bem diferente. Os filmes de super-herói ainda não tinham invadido o cinema com a fúria da Marvel e a Pixar tinha lançado apenas Toy Story (1995), Vida de Inseto (1998), Toy Story 2 (1999), Monstros S.A. (2001) e Procurando Nemo (2003). Todos sucessos absolutos.

“Na Pixar, pairava aquela sensação: quem vai ser o primeiro a falhar?”, diz o produtor John Walker, que trabalhou nas duas versões de Os Incríveis. “Nós não queríamos ser os primeiros.” Para a produtora Nicole Grindle, os recursos limitados ajudaram a aumentar o nível de exigência: “Naquela época, estávamos atingindo o impossível”.

“Eu adoro filmar sequencias, já fiz duas, mas espero que mais filmes originais sejam feitos”, diz o diretor, que também trabalhou em Missão: Impossível – Protocolo Fantasma Ratatouille.

Que tipo de memórias voltou à sua mente ao revisitar um projeto antigo e marcante?
Acho que o primeiro Os Incríveis foi o filme mais divertido que eu fiz. Trabalhei nele desde o primeiro fragmento de ideia até a finalização. Saiu tudo do jeito que imaginei e não tive que comprometer nada. Foi uma luta imensa porque foi um projeto muito maior do que qualquer outra coisa que a Pixar já tinha feito. Então, voltar a ele me trouxe muita alegria.

O que vocês estão fazendo agora que não puderam fazer no primeiro?
No primeiro filme, fizemos tudo o que as animações do tipo não eram boas em fazer. Era difícil fazer humanos, cabelos, água, fogo. E nós fizemos tudo isso. Foi uma coisa muito grande. Quando mostramos o projeto para o pessoal do estúdio, eles saíram pálidos. Gostaram bastante da história, mas não tinham ideia de como iríamos fazer aqui. Confesso que o fato de termos assustado o melhor estúdio de animação do mundo nos deu um pouco de orgulho. E eles toparam o desafio, porque sabiam que se isso tinha que acontecer em algum lugar seria na Pixar. Estávamos muito incertos, mas fingimos que sabíamos o que estávamos fazendo.

Depois dessa onda de filmes de super heróis, que se seguiu ao lançamento de O Incrível Hulk e Homem de Ferro, em 2008, como acha que as pessoas vão receber Os Incríveis 2?
Difícil saber. Alguns podem falar que as pessoas já estão cansadas de filmes de super-heroi, mas acho que temos uma história com muitas surpresas e que ilumina diferentes aspectos dos personagens. E nos sentimos muito confortáveis com eles, porque os amamos como se fossem da nossa família. E ainda tem a diferença de que eles são de fato uma família.

Quais são seus super-heróis favoritos?
Eu adoro Batman: O Cavaleiro das Trevas, do Chris Nolan, acho que é um ótimo. Já dos personagens da Marvel, eu adorei o Logan. Achei sombio, esperto e bastante diferentes dos filmes de super heroi tradicionais, tem um final obscuro, mas com esperança. Foi muito interessante ver isso. Mas, se eu for pressionado, fico com os heróis aqui da casa mesmo [risos].

Depois de dirigir animações que venceram o Oscar, como Os Incríveis e Ratatouille, existe alguma pressão pra ganhar o prêmio de novo?
Quando o filmes sai, o que a gente espera é que o público curta. É assim que eu vejo. E a gente sabe que sequencias não costumam ganhar Oscar, a menos que sejam do Peter Jackson ou do Francis Ford Coppola [risos]. Como eu não sou nenhum deles, só espero que as pessoas se divirtam muito.

 

Fonte: Revista Galileu.

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