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segunda-feira, fevereiro 23, 2026

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Estudo desafia ideia de que autismo é “mais comum” em homens

Uma pesquisa com 2,7 milhões de pessoas na Suécia aponta que a diferença nos diagnósticos de autismo entre homens e mulheres praticamente desaparece após os 20 anos de idade. O estudo foi publicado pelo The BMJ e contraria a percepção de que o transtorno do espectro autista (TEA) afeta predominantemente o sexo masculino.

A investigação acompanhou crianças nascidas entre 1985 e 2020 e analisou registros clínicos até 2022. Do total avaliado, cerca de 2,8% receberam diagnóstico de autismo.

📊 Diferença diminui na vida adulta

Durante a infância, os meninos apresentam taxas de diagnóstico significativamente mais altas. No entanto, segundo os pesquisadores, essa disparidade vai diminuindo ao longo do tempo.

Foto: INTERNET.

Ao atingir 20 anos, homens e mulheres apresentam probabilidade quase idêntica de receber diagnóstico.

A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Lund (Suécia), aproveitando os extensos registros nacionais de saúde do país, que permitem acompanhar grandes populações por décadas.

🧠 Por que mulheres são diagnosticadas mais tarde?

Especialistas apontam possíveis vieses históricos nos critérios clínicos.

Entre as hipóteses discutidas:

  • Meninas podem apresentar sinais diferentes do padrão tradicionalmente descrito
  • Maior capacidade de “mascarar” dificuldades sociais
  • Diagnósticos iniciais equivocados, como ansiedade ou TDAH

Esse atraso pode dificultar o acesso a suporte adequado na infância e adolescência.

🗣️ Avaliação de especialistas

O psiquiatra David Mandell classificou o estudo como consistente e bem estruturado, destacando o grande volume de dados e o longo período analisado.

Já a neurocientista Gina Rippon considerou os resultados “poderosos” e observou que, por se basear em diagnósticos clínicos, o levantamento pode até subestimar a real incidência entre mulheres.

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🔎 O que o estudo muda no debate?

A principal implicação é a revisão da ideia de que o autismo seria “naturalmente” mais frequente em homens.

Os dados sugerem que parte da diferença pode estar ligada a:

  • Critérios diagnósticos historicamente centrados em meninos
  • Barreiras no reconhecimento de sinais em meninas
  • Falta de atualização de protocolos clínicos

A discussão ganha peso especialmente no contexto de maior conscientização sobre diversidade no espectro autista.

SARA CELESTINO
SARA CELESTINOhttp://jovemnamidia.com.br
Sara Celestino, dona do Jovem na Mídia, é repórter-fotográfica e criadora de conteúdo, apaixonada por jogos, tecnologia, K-pop e tudo que envolve o universo jovem. Sempre antenada nas tendências, traz notícias de forma leve, dinâmica e envolvente, conectando a nova geração ao que realmente importa!
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