Depois de décadas de ожидa, a humanidade voltou a dar um passo gigante rumo ao espaço profundo. A missão Artemis II foi lançada às 19h35 (horário de Brasília) desta quarta-feira (1º), levando quatro astronautas em direção à órbita da Lua — algo que não acontecia há mais de 50 anos.
Viagem histórica (mas sem pouso)
Diferente das missões do passado, o objetivo desta vez não é pousar na Lua, mas testar os sistemas da espaçonave com humanos a bordo.
A nave fará uma trajetória em formato de “oito”, contornando o lado oculto da Lua e retornando à Terra em cerca de 10 dias, usando a chamada trajetória de livre retorno — um caminho em que a própria gravidade lunar garante a volta.
Lançamento potente e cheio de tecnologia
O foguete SLS (Space Launch System) decolou do Centro Espacial Kennedy, nos Estados Unidos, com números impressionantes:
- cada propulsor queimou mais de 1,3 milhão de libras de combustível em apenas 2 minutos
- em 18 minutos, a cápsula Orion já estava com os painéis solares abertos
- velocidade próxima de 40 mil km/h após a separação dos estágios
Tudo isso para garantir que a nave alcance o espaço profundo com segurança.
Quem são os astronautas da missão

A tripulação é considerada histórica e diversa:
- Reid Wiseman (comandante)
- Victor Glover (piloto e primeiro homem negro a viajar tão longe no espaço)
- Christina Koch (primeira mulher em uma missão lunar)
- Jeremy Hansen (primeiro canadense em uma missão ao redor da Lua)
Missão é um “teste gigante” no espaço
Durante os primeiros dias, os astronautas permanecem em órbita terrestre realizando testes completos na cápsula Orion, incluindo:
- suporte à vida
- navegação
- comunicação
- propulsão
- escudo térmico (fundamental para o retorno à Terra)
Como a Lua será vista
No ponto mais próximo, a Lua poderá ser observada com um tamanho semelhante ao de uma bola de basquete vista à distância de um braço — uma perspectiva impressionante para a tripulação.
Desafios no espaço
A missão também serve para entender melhor os riscos enfrentados pelos astronautas, como:
- exposição à radiação cósmica
- perda de massa óssea e muscular
- efeitos da microgravidade no corpo




