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segunda-feira, fevereiro 16, 2026

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Vídeos curtos e o cérebro infantil: qual é o impacto?

Pesquisadoras da Universidade de Macau acenderam um alerta sobre o consumo frequente de vídeos curtos por crianças. De acordo com os estudos, o hábito de passar horas rolando a tela no celular pode afetar o desenvolvimento cognitivo e estar associado a sintomas como dificuldade de concentração, ansiedade social e insegurança.

A pesquisa identificou uma relação clara: quanto maior o tempo dedicado a esse tipo de conteúdo, menor o envolvimento dos estudantes com a escola.

Estímulo rápido, impacto duradouro

Segundo as autoras, o formato dinâmico e acelerado dos vídeos curtos ativa estímulos constantes no cérebro, tornando o conteúdo altamente atrativo. O problema é que essa exposição repetida pode prejudicar a capacidade de manter foco em atividades que exigem mais atenção, como leitura e tarefas escolares.

Comportamento pode atrapalhar desenvolvimento cerebral em crianças (Imagem: Edit 4 Me/Shutterstock)

As plataformas utilizam algoritmos personalizados que entregam conteúdos alinhados aos interesses do usuário. Isso gera sensação imediata de recompensa e pertencimento, fatores que podem incentivar o uso excessivo.

Quando o uso vira fuga

Outro ponto destacado é que o consumo compulsivo muitas vezes funciona como mecanismo de escape. Estresse diário, pressões sociais e até predisposição individual podem influenciar comportamentos de dependência.

Além disso, a facilidade de acesso — disponível a qualquer hora e lugar — torna o controle ainda mais desafiador.

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Qual é o caminho?

As pesquisadoras defendem que a solução não está apenas em proibir o uso do celular. O foco deve estar em:

  • Fortalecer vínculos familiares
  • Incentivar atividades fora das telas
  • Desenvolver habilidades de autorregulação
  • Observar sinais como queda no rendimento escolar e alterações no sono

Um fenômeno global

Na China, até dezembro de 2024, cerca de 1,1 bilhão de pessoas tinham acesso a vídeos curtos, com quase a totalidade sendo usuária ativa do formato, segundo relatório oficial sobre serviços audiovisuais online. A indústria movimenta cifras bilionárias e cresce impulsionada também por transmissões ao vivo e conteúdos produzidos com inteligência artificial.

O cenário mostra que o debate sobre educação digital não é apenas uma questão familiar, mas social.

E você, já percebeu como o tempo no scroll influencia a rotina das crianças ao seu redor? Gostou do tema? Compartilhe com os amigos e continue acompanhando nossos conteúdos.

SARA CELESTINO
SARA CELESTINOhttp://jovemnamidia.com.br
Sara Celestino, dona do Jovem na Mídia, é repórter-fotográfica e criadora de conteúdo, apaixonada por jogos, tecnologia, K-pop e tudo que envolve o universo jovem. Sempre antenada nas tendências, traz notícias de forma leve, dinâmica e envolvente, conectando a nova geração ao que realmente importa!
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