Aos 54 anos, Erickson Barreto se tornou o primeiro paratleta com deficiência visual a vencer uma prova individual V1 (VL4) no Rio de Janeiro
A canoagem polinésia ganhou um novo capítulo de inclusão no esporte fluminense. Erickson Barreto, de 54 anos, morador de Maricá, fez história ao vencer uma prova individual V1, na categoria VL4, durante uma competição oficial da Federação de Canoagem do Estado do Rio de Janeiro (FECARJ), realizada em 1º de agosto.
Com cegueira, o atleta precisou superar não apenas os desafios da modalidade, mas também a dificuldade de encontrar treinamentos próximos de casa. Atualmente, Erickson viaja de duas a três vezes por semana para Niterói, onde treina no clube Naves, na Praia de Charitas.
Conquista inédita no estado
A competição marcou a abertura e homologação da categoria para atletas com deficiência visual. Erickson foi o primeiro paratleta com deficiência visual a completar e vencer uma prova individual V1 (VL4) oficialmente reconhecida no estado.
Outros dois paracanoístas, Rodrigo e Lázaro, também participaram da prova.
Na categoria VL4, o atleta rema sozinho em uma canoa V1, enquanto recebe orientações de um guia que acompanha o percurso em outra embarcação. A dinâmica exige concentração, comunicação e muita sintonia entre os dois remadores.
Experiência e juventude lado a lado
Para conseguir realizar a prova, Erickson contou com o apoio de Kauan, de 18 anos, que atuou como guia durante o percurso.
Segundo o atleta, a parceria entre os dois foi fundamental para que ele pudesse completar a prova com segurança e alcançar um bom tempo.
A conquista representou a união entre a experiência de Erickson, aos 54 anos, e a disposição do jovem Kauan, que acompanhou o atleta em uma segunda canoa para orientá-lo durante a competição.
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De Maricá para Niterói
Apesar de morar em Maricá, Erickson ainda precisa viajar regularmente para Niterói para praticar a modalidade. Isso acontece porque a cidade onde vive ainda não oferece a prática da canoa havaiana, embora exista o projeto local Navegar.
A rotina de deslocamentos faz parte da preparação do atleta, que mantém uma agenda intensa de treinamentos de olho em futuras competições, incluindo o Campeonato Brasileiro.
Atleta pede incentivo à modalidade
Depois de conquistar um resultado histórico para a canoagem adaptada no estado, Erickson espera que a modalidade também possa ganhar espaço em Maricá.
O atleta defende que a cidade invista no esporte e ofereça oportunidades para que mais pessoas possam conhecer e praticar a canoa havaiana.
A homologação da categoria VL4 em competições oficiais no Rio de Janeiro também abre caminho para a participação de novos paratletas e pode ampliar a presença da canoagem adaptada no estado.
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