Iniciativas incluem cultivo de alimentos sem agrotóxicos, apoio à agricultura familiar, hortas escolares e distribuição gratuita para instituições sociais e comunidades indígenas.
Celebrado em 16 de outubro, o Dia Mundial da Alimentação chama a atenção para a importância do acesso a alimentos saudáveis e para o combate à fome. Em Maricá, diferentes iniciativas municipais buscam ampliar a segurança alimentar, incentivar a produção agrícola sustentável e garantir que alimentos frescos cheguem à população.
As ações envolvem desde o cultivo de hortaliças sem agrotóxicos até o apoio aos produtores rurais, a implantação de hortas pedagógicas e a distribuição de alimentos para pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Unidades agroecológicas distribuem alimentos gratuitamente
A Prefeitura de Maricá mantém unidades agroecológicas em parceria com a Cooperativa de Trabalho em Assessoria a Empresas Sociais em Assentamentos de Reforma Agrária (COOPERAR). Os espaços ficam na Praça Emilton Santos, em Araçatiba, e na Comuna Pública Joaquín Piñero, no Espraiado.
Juntas, as unidades cultivam mais de 120 variedades de alimentos. Desde outubro de 2020, já foram colhidas e distribuídas gratuitamente mais de 56 toneladas de hortaliças, frutos, Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) e plantas medicinais.
Parte da produção é destinada a instituições e equipamentos públicos, como os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), a Casa da Terceira Idade e o Restaurante Municipal. Comunidades indígenas das aldeias Mata Verde Bonita, Céu Azul e Morada dos Pássaros, além de associações comunitárias, também recebem alimentos.
Apoio à agricultura familiar
O incentivo à produção local inclui assistência técnica contínua e disponibilização de maquinário agrícola para os produtores rurais. A Feira da Agricultura Familiar também contribui para aproximar agricultores e consumidores, incentivando a comercialização e o consumo de produtos locais.
Segundo o secretário de Agricultura e Pecuária, Wagner Soares, a estratégia reúne diferentes frentes para fortalecer a produção sustentável e ampliar o acesso à alimentação saudável.
“Em Maricá, temos trabalhado para fortalecer essa cadeia por meio da agroecologia, das hortas e unidades de produção, do apoio à agricultura familiar, da educação alimentar e da distribuição de alimentos para quem mais precisa”, destacou o secretário.
Alimentação saudável começa nas escolas
Na rede pública de ensino, a alimentação adequada é incentivada por meio da compra de produtos da agricultura familiar, seguindo as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
Outra iniciativa é o projeto Merenda Saudável, desenvolvido em parceria com a Associação de Agricultura Familiar de Maricá (Afamar) e a Secretaria de Educação, que prevê a presença de alimentos orgânicos na merenda escolar.
Já o projeto Sementes do Amanhã promove a educação ambiental e alimentar por meio da criação e do acompanhamento de 20 hortas pedagógicas em unidades de ensino. A proposta aproxima os estudantes do cultivo de alimentos e estimula o contato com práticas sustentáveis.
Maricá adota diretrizes do Brasil Sem Fome
Em abril de 2026, a Prefeitura passou a adotar as diretrizes do Protocolo do Brasil Sem Fome (PBSF), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
A iniciativa busca identificar famílias em situação de insegurança alimentar, integrar o trabalho de diferentes secretarias e fortalecer o Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional.
De acordo com Laura Maria da Costa, subsecretária de Economia Solidária e presidenta da Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN), o município integra o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) e participa do Laboratório Urbano de Políticas Públicas de Alimentação (LUPPA).
A CAISAN também trabalha na elaboração do Fluxo Integrado de Atendimento (FLIA), voltado às famílias em situação de vulnerabilidade. A proposta é organizar os serviços, programas e formas de acesso à assistência para facilitar o atendimento e contribuir para a garantia do direito à alimentação saudável.
As iniciativas reforçam a importância de integrar produção agrícola, educação alimentar e políticas de assistência social no enfrentamento da fome e na ampliação do acesso a alimentos de qualidade.
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