Produtor ajudou a transformar a história do audiovisual nacional e participou de filmes que marcaram gerações
O cinema brasileiro perdeu um de seus maiores protagonistas. Luiz Carlos Barreto, conhecido carinhosamente como Barretão, morreu aos 98 anos nesta terça-feira (22), no Rio de Janeiro. O produtor estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, tratando uma infecção pulmonar decorrente de uma pneumonia.
Com uma carreira que atravessou mais de seis décadas, Barreto participou da produção de mais de 100 filmes e foi responsável por algumas das obras mais importantes da história do cinema nacional.
Um legado que marcou gerações
A trajetória de Barretão começou no movimento Cinema Novo, trabalhando em clássicos como “Vidas Secas” (1963) e “Terra em Transe” (1967). Ao longo dos anos, tornou-se referência como produtor, ajudando a transformar grandes projetos em realidade.
Entre os sucessos que levam sua assinatura estão “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, que durante décadas foi o filme brasileiro de maior público nos cinemas, além de “Bye Bye Brasil”, “Memórias do Cárcere” e “Menino do Rio”.
Sua produtora, a LC Barreto, fundada ao lado da esposa Lucy Barreto, também foi responsável por levar o Brasil duas vezes à disputa do Oscar com os filmes “O Quatrilho” e “O Que É Isso, Companheiro?”.
Da fotografia para o cinema
Antes de conquistar espaço nas telonas, Luiz Carlos Barreto construiu carreira como fotógrafo da revista O Cruzeiro, registrando personalidades como Marilyn Monroe, Frank Sinatra e Fidel Castro.
Seu interesse pelo cinema surgiu ainda na infância, quando acompanhou de perto as filmagens de um documentário do cineasta Orson Welles, experiência que despertou sua paixão pelo audiovisual.
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Despedida
Barretão deixa a esposa, Lucy Barreto, três filhos — Bruno, Paula e Fábio (falecido em 2019) —, além de nove netos e oito bisnetos.
O velório será realizado nesta quinta-feira (23), no Palácio da Cidade, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Após a cerimônia, o corpo será cremado no Memorial do Caju.
Seu trabalho ajudou a construir a identidade do cinema brasileiro e influenciou diferentes gerações de cineastas, produtores e artistas.
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