Um caso inusitado e preocupante acendeu o alerta em Maricá na segunda-feira (28/07). Um homem em situação de rua foi flagrado com uma caixa de isopor contendo tubos de sangue e outros materiais biológicos no Centro da cidade. A ocorrência chamou a atenção não só pelo risco à saúde pública, mas também pela possível falha no descarte de resíduos hospitalares.
De acordo com a Polícia Civil, os tubos continham etiquetas que indicavam como origem o Hospital Municipal Conde Modesto Leal, o que levantou suspeitas sobre uma possível violação da lixeira da unidade de saúde. A Guarda Municipal chegou até o homem após uma denúncia feita por funcionários do terminal rodoviário, onde ele estava com o isopor.
Durante a abordagem, o suspeito teria resistido e acabou detido. Em depoimento, ele alegou que estava catando latinhas e encontrou a caixa no lixo, sem saber exatamente o que havia dentro. Ainda segundo ele, não havia intenção de utilizar os materiais.
O que foi encontrado?
- Tubos com sangue;
- Materiais usados para coleta e análise de exames;
- Frascos com identificação hospitalar.
A situação gerou forte repercussão local, especialmente após a divulgação de imagens dos materiais apreendidos.
Prefeitura se pronuncia
Em nota oficial, a Prefeitura de Maricá informou que o descarte de resíduos hospitalares é feito conforme normas sanitárias e que o hospital conta com uma área externa monitorada por câmeras. A gestão afirma que uma sindicância administrativa foi aberta para apurar o caso e que está colaborando com as investigações da Polícia Civil.
“Os resíduos são armazenados, transportados e eliminados por empresas especializadas e credenciadas”, destacou a Secretaria Municipal de Saúde.
Segundo a administração municipal, o homem violou a área de descarte do hospital, o que configura infração — ele já teria passagens anteriores pela polícia por furto.
E agora?
A Polícia Civil investiga se houve negligência por parte da unidade hospitalar ou falha no sistema de vigilância. O caso também levanta uma discussão sobre a vulnerabilidade da população em situação de rua e os riscos do contato com materiais contaminados.
Risco biológico não é brincadeira. Além de ser crime violar descarte de resíduos perigosos, o contato com sangue e fluidos corporais pode expor pessoas a doenças graves. Autoridades pedem que a população denuncie qualquer movimentação suspeita envolvendo lixo hospitalar.