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Maricá: Quaquá anuncia demolição de estrutura abandonada na RJ-106

Construção na região da Mumbuca deverá dar lugar a um novo campus educacional; retirada também é apontada como parte das ações para melhorar a drenagem e reduzir alagamentos

Uma construção abandonada há mais de dez anos às margens da Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), na região da Mumbuca, deverá ser demolida em Maricá. O anúncio foi reforçado pelo prefeito Washington Quaquá (PT) durante uma vistoria às obras de drenagem realizadas na localidade, em um vídeo publicado nas redes sociais.

Segundo o prefeito, a estrutura interfere no escoamento das águas das chuvas e será retirada para permitir o avanço das intervenções na região. A área também está incluída no projeto de implantação de um novo Campus de Educação Pública Transformadora (CEPT).

Durante a gravação, Quaquá criticou o estado do imóvel e afirmou que a demolição faz parte das medidas planejadas para o local.

“Esse caixote horrível aqui na beira da estrada. Caixote horroroso que inclusive fechou a passagem das águas. Nós vamo demolir isso aqui”, declarou.

Área será destinada a novo campus educacional

O projeto do CEPT da Mumbuca foi apresentado pela Prefeitura em janeiro de 2025. Para viabilizar a construção do complexo, o município avançou nos procedimentos de desapropriação dos terrenos destinados ao empreendimento.

Um decreto municipal declarou de utilidade pública os imóveis abrangidos pelo projeto. Essa medida permite o prosseguimento dos procedimentos necessários à desapropriação, mas não significa, por si só, que todo o processo esteja concluído.

A área prevista para o campus possui aproximadamente 12,5 mil metros quadrados e fica nas proximidades do Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), na altura do quilômetro 28 da RJ-106.

Ao comentar a demolição, Quaquá confirmou que pretende utilizar o espaço para a implantação da unidade educacional.

“Como eu tô desapropriando aqui pra fazer o CEPT”, afirmou.

O projeto prevê uma estrutura voltada ao ensino em tempo integral, com salas de aula, laboratórios, biblioteca, ginásio esportivo e espaços para atividades culturais, artísticas e tecnológicas. A proposta também inclui ambientes destinados à música, à dança, à brinquedoteca e à prática esportiva.

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Demolição também é relacionada à drenagem

Além da construção do campus, a retirada do imóvel foi apresentada pelo prefeito como parte das intervenções para melhorar o escoamento da água da chuva.

Segundo Quaquá, a estrutura teria fechado uma antiga passagem de água, agravando os problemas de drenagem na localidade.

“Quando fizeram isso aqui é que piorou mais ainda. Isso aqui fechou, fechou o canal que tinha”, declarou.

A Prefeitura executa obras de macrodrenagem que buscam ampliar a capacidade de escoamento das águas na Mumbuca e no Jardim Nova Metrópole. Entre as intervenções estão a instalação de galerias subterrâneas para conduzir a água até a lagoa.

O prefeito afirmou que a expectativa é que as obras ajudem a resolver os alagamentos históricos na região da Rua Mululo Gomes Vieira, conhecida como Mululo, e em áreas próximas.

“Nós vamo demolir isso aqui, as águas vão sair daqui da Mululu e vão direto pra lagoa, definitivamente resolvendo o problema de drenagem que há anos e anos e anos não é resolvido”, disse.

A efetiva redução dos alagamentos dependerá da conclusão das intervenções e do funcionamento do sistema de drenagem, especialmente durante períodos de chuva intensa.

Alagamentos são problema antigo na região

Os transtornos provocados pelas chuvas na Mumbuca e no Jardim Nova Metrópole se estendem por vários anos. Registros e documentos oficiais mencionados em levantamentos anteriores apontam que intervenções de drenagem e urbanização já eram anunciadas para a região em 2008.

Mesmo com obras realizadas ao longo do tempo, moradores continuaram enfrentando dificuldades durante temporais. Episódios de alagamento também foram registrados em 2013, 2018 e 2020.

Durante a vistoria, Quaquá relembrou sua ligação com a localidade, onde afirmou ter passado parte da infância.

“O povo da Mululu, eu morei aqui, me criei aqui em frente”, contou.

O prefeito classificou a intervenção como histórica e destacou a dimensão das galerias que estão sendo instaladas para ampliar o escoamento das águas.

Quando a demolição será realizada?

Apesar do anúncio, a Prefeitura ainda não divulgou uma data para a demolição da estrutura. Também não foram detalhados os custos do serviço, a conclusão dos procedimentos de desapropriação ou o cronograma definitivo para a construção do novo CEPT.

A proposta reúne duas frentes de intervenção na região: a destinação da área a um equipamento público de educação e a melhoria da infraestrutura de drenagem em bairros que enfrentam alagamentos há décadas.

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SARA CELESTINO
SARA CELESTINOhttp://jovemnamidia.com.br
Sara Celestino, dona do Jovem na Mídia, é repórter-fotográfica e criadora de conteúdo, apaixonada por jogos, tecnologia, K-pop e tudo que envolve o universo jovem. Sempre antenada nas tendências, traz notícias de forma leve, dinâmica e envolvente, conectando a nova geração ao que realmente importa!
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