Três policiais são acusados de receber dinheiro de comerciantes e empresas para priorizar locais durante o patrulhamento em Belford Roxo
Três policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) por suspeita de corrupção passiva militar. Segundo a investigação, os agentes cobravam valores de comerciantes e empresas em troca de um policiamento diferenciado em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
Nesta quinta-feira, o MPRJ cumpriu mandados de prisão preventiva contra os três acusados. Dois deles já estavam presos por causa de outro processo, enquanto o terceiro foi localizado e preso em casa, em Nova Iguaçu.
💰 Como funcionava o esquema?
De acordo com o Ministério Público, os policiais recebiam pagamentos para incluir determinados estabelecimentos como pontos prioritários nas rotas de patrulhamento.
Além disso, os agentes compareciam aos locais quando eram chamados, utilizando a estrutura da Polícia Militar para atender aos interesses particulares dos responsáveis pelos estabelecimentos.
Entre os locais beneficiados estaria uma clínica que, segundo o MPRJ, pagava R$ 50 pelo serviço de policiamento diferenciado.
Os fatos investigados ocorreram entre setembro e outubro de 2021, período em que os três policiais trabalhavam no Batalhão de Belford Roxo.
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⚖️ Investigação começou em 2024
A apuração faz parte de uma investigação iniciada pelo MPRJ em maio de 2024, voltada a possíveis crimes cometidos por integrantes do batalhão.
A denúncia contra os três policiais foi recebida pela Auditoria da Justiça Militar.
O caso também conta com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar e da Secretaria Estadual de Polícia Penal.
🚔 Outras denúncias
Segundo o MPRJ, a investigação já resultou em outras ações contra policiais do batalhão.
Em agosto de 2025, dez agentes foram presos sob acusação de extorquir comerciantes. Em maio de 2026, outros 11 policiais foram denunciados por suspeita de receber propina para fornecer segurança a estabelecimentos durante o horário de funcionamento.
Já em junho, quatro agentes foram denunciados por peculato e pela suspeita de venda de uma pistola que havia sido apreendida durante uma ocorrência policial.
As acusações ainda serão analisadas pela Justiça, e os envolvidos têm direito à defesa e à presunção de inocência.
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