A educação e a cultura afro-brasileira de Maricá perderam uma de suas representantes. A professora e diretora Márcia Passos morreu nesta segunda-feira (5), no município, após enfrentar um câncer.
Com mais de 40 anos dedicados ao magistério, Márcia construiu uma trajetória ligada à educação e à participação em iniciativas voltadas à cultura, à espiritualidade e à valorização das tradições de matriz africana.
Uma vida dedicada à educação e à cultura
Ao longo da carreira, Márcia passou por diferentes instituições de ensino de Maricá e também participou de projetos relacionados à educação popular. Entre as organizações de cuja criação fez parte está a UNEGRO.
Sua atuação, porém, ultrapassava as salas de aula. Márcia era Mãe de Santo e Ialorixá, além de trabalhar com coreografias de danças de matrizes africanas. Ela também presidiu a comissão Força do Axé.
Participação na cultura de Maricá
Márcia ocupava seu segundo mandato como conselheira de Cultura Afro-Brasileira no Conselho Municipal de Políticas Culturais de Maricá (CMPC).
A partir desse espaço, participou de discussões e iniciativas relacionadas às comunidades de matriz africana do município. Entre os trabalhos estava a busca por aproximar as casas de axé do poder público e contribuir para a organização dessas comunidades.
Ela também esteve envolvida em debates sobre a preservação de tradições afro-brasileiras em Maricá, incluindo a discussão sobre a realização da lavagem das escadarias da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo.
Reconhecimento pela trajetória
Desde 2025, Márcia também fazia parte da nova formação da Academia de Ciências e Letras de Maricá, instituição que retomou suas atividades naquele período.
Além da atuação profissional e cultural, ela desenvolveu trabalhos ligados à orientação espiritual e à formação de jovens e adultos, deixando uma trajetória marcada pela educação e pela valorização da cultura afro-brasileira no município.
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