Filme de Kleber Mendonça Filho vence duas categorias e coloca Wagner Moura na história do cinema mundial
Uma noite histórica para o cinema brasileiro
O cinema nacional viveu um momento raro e simbólico no Globo de Ouro. “O Agente Secreto” saiu da premiação com duas estatuetas: Melhor Ator em Filme de Drama, para Wagner Moura, e Melhor Filme em Língua Não-Inglesa. Um feito que não acontecia para o Brasil nessa categoria desde Central do Brasil, em 1999.

Wagner Moura entra para a história
Wagner Moura se tornou o primeiro brasileiro a vencer o prêmio de Melhor Ator em Filme de Drama. Em seu discurso, o ator destacou que o longa fala sobre memória, trauma e valores que atravessam gerações, dedicando a conquista a quem insiste em manter seus princípios mesmo em tempos difíceis.
Em português, ele fez questão de deixar um recado direto: um viva ao Brasil e à cultura brasileira.
Um filme que revisita feridas do passado
Ambientado nos anos 1970, em plena ditadura militar, o filme acompanha um professor universitário que retorna ao Recife para tentar se reaproximar do filho, mesmo sabendo dos riscos que corre. A história mistura tensão política, afetos interrompidos e silêncios que atravessam o tempo.
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Reconhecimento internacional
Além do prêmio de ator, “O Agente Secreto” também levou o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não-Inglesa, repetindo um feito que o Brasil não alcançava havia 27 anos. No palco, o diretor Kleber Mendonça Filho celebrou o elenco, elogiou Wagner Moura e mandou um recado especial aos jovens cineastas: continuar fazendo filmes é um ato essencial neste momento da história.
E a terceira indicação?
O longa ainda disputou Melhor Filme de Drama, mas acabou superado por “Hamnet: A vida antes de Hamlet”. Ainda assim, a noite já estava escrita como histórica.




