Dados oficiais apontam quatro mulheres mortas por dia e acendem alerta sobre violência de gênero no país
O Brasil registrou, em 2025, o maior número de feminicídios desde que o crime passou a ser tipificado em lei. Foram 1.470 casos ao longo do ano, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública — um novo recorde, mesmo antes da consolidação completa dos números de dezembro em alguns estados.
Na prática, os registros mostram uma média alarmante: quatro mulheres assassinadas por dia pelo simples fato de serem mulheres. São Paulo lidera em números absolutos, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro, estados que concentram grande parte dos casos registrados.

Criada em 2015, a tipificação do feminicídio completa uma década marcada por crescimento contínuo. Em dez anos, o número de crimes aumentou mais de 300%, somando mais de 13 mil mulheres mortas nesse período. A maioria das vítimas foi assassinada dentro de relações afetivas marcadas por violência, ameaças e histórico de agressões.
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Diante desse cenário, o país avançou na legislação. Em 2025, entrou em vigor uma nova lei que endurece as penas para feminicídio, com condenações que podem chegar a 40 anos de prisão, especialmente em casos com agravantes como gravidez, idade da vítima ou crimes cometidos na presença de familiares.
Os números reforçam que o problema não é isolado, nem episódico. Ele atravessa lares, cidades e gerações — e exige políticas públicas, prevenção e responsabilização efetiva.
Enquanto a violência contra mulheres for tratada como estatística, o país seguirá falhando como sociedade.




