Maricá continua surfando na onda bilionária do petróleo. Segundo dados do Portal da Transparência, a cidade já arrecadou mais de R$ 1,068 bilhão em royalties e participações especiais apenas nos quatro primeiros meses de 2026.
O valor coloca o município entre os que mais recebem recursos do petróleo em todo o Brasil e ajuda a explicar os investimentos em transporte gratuito, programas sociais, obras e infraestrutura espalhados pela cidade.
De onde vem tanto dinheiro?
Grande parte da arrecadação acontece porque Maricá é considerada uma cidade confrontante dos campos do pré-sal da Bacia de Santos. Na prática, isso garante ao município uma fatia dos valores pagos pelas empresas que exploram petróleo e gás natural.
Além dos royalties, a cidade também recebe a chamada participação especial, uma compensação extra aplicada em campos de alta produtividade.
Quanto entrou nos cofres da cidade?
De acordo com o levantamento oficial, os repasses em 2026 somam:
- R$ 743,3 milhões em royalties;
- R$ 279,5 milhões em participação especial;
- R$ 45,1 milhões em compensações da Lei 7.990/89;
- R$ 782 mil do Fundo Especial do Petróleo.
Somando tudo, o total já ultrapassa R$ 1 bilhão até o início de maio.
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Crescimento acelerado em pouco mais de 10 anos
O avanço impressiona. Em 2012, Maricá arrecadou pouco mais de R$ 110 milhões com petróleo. Hoje, os números chegam na casa dos bilhões.
O maior pico aconteceu em 2022, quando a cidade ultrapassou R$ 4,3 bilhões em receitas ligadas ao petróleo.
Petróleo impulsiona programas e obras
Atualmente, os recursos ajudam a financiar programas como:
- Tarifa Zero;
- Moeda Social Mumbuca;
- Obras de saneamento;
- Construção de escolas e unidades de saúde;
- Projetos de mobilidade e urbanização;
- Fundo Soberano de Maricá.
O orçamento total da cidade em 2026 já ultrapassa R$ 7 bilhões.
Dependência gera alerta
Apesar da arrecadação histórica, especialistas também alertam para a forte dependência econômica do petróleo. Isso porque qualquer queda no preço internacional do barril ou mudança nas regras de distribuição dos royalties pode afetar diretamente as finanças do município.
Existe ainda expectativa sobre discussões no STF envolvendo a redistribuição dos royalties entre cidades brasileiras.
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