Pesquisa revela que poeira das ruas e a chuva espalham partículas invisíveis pelas cidades
Um novo estudo acendeu o alerta sobre a poluição que a gente respira. Cientistas da Academia Chinesa de Ciências descobriram que o ar das grandes cidades contém muito mais microplásticos e nanoplásticos do que indicavam pesquisas anteriores. O trabalho foi publicado em 7 de janeiro de 2026, na revista Science Advances.
A pesquisa mostrou que a poluição plástica não está só nos oceanos e no solo. Ela também circula livremente pelo ar urbano, impulsionada principalmente pela poeira das estradas e pela chuva, que ajudam essas partículas microscópicas a se moverem pela atmosfera.

Para chegar a esses resultados, os pesquisadores desenvolveram uma nova técnica automatizada, usando microscopia eletrônica de alta precisão. O método reduziu erros humanos e permitiu identificar partículas muito menores do que antes, inclusive nanoplásticos de até 200 nanômetros — algo inédito em amostras ambientais tão complexas.
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Os testes foram feitos nas cidades chinesas de Guangzhou e Xi’an. Os dados surpreenderam: a quantidade de plástico suspenso no ar e depositado no ambiente foi de duas a seis vezes maior do que as estimativas anteriores. Segundo os cientistas, isso indica que estudos antigos podem ter subestimado gravemente o problema.
Apesar da descoberta, ainda não se sabe exatamente quais são os impactos desses nanoplásticos na saúde humana, especialmente quando inalados. Mesmo assim, os pesquisadores afirmam que o estudo ajuda a entender melhor o ciclo global do plástico e pode influenciar futuras políticas ambientais e de controle da poluição urbana.




