Novo grupo reúne 18 órgãos estaduais para monitorar riscos, coordenar respostas e minimizar os efeitos do fenômeno climático em todo o estado
O Governo do Estado do Rio de Janeiro deu um novo passo para fortalecer a prevenção a desastres climáticos. Um decreto publicado na última sexta-feira (3) criou o Comitê Estadual de Enfrentamento aos Efeitos do El Niño, grupo que será responsável por coordenar ações de monitoramento, prevenção e resposta aos impactos provocados pelo fenômeno climático.
Coordenado pela Secretaria de Estado de Defesa Civil, o comitê atuará de forma integrada com diferentes órgãos públicos para acompanhar cenários de risco e desenvolver estratégias que reduzam os impactos do El Niño sobre a população e setores essenciais.
O que é o El Niño?
O El Niño é um fenômeno climático causado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração influencia o clima em diversas partes do mundo e pode provocar eventos extremos, como secas prolongadas, ondas de calor, incêndios florestais e mudanças no regime de chuvas.
No estado do Rio de Janeiro, o novo comitê acompanhará especialmente situações relacionadas a:
- estiagens prolongadas;
- ondas de calor;
- baixa umidade do ar;
- incêndios em áreas de vegetação;
- impactos na saúde pública;
- abastecimento de água;
- sistema de energia;
- agricultura e pecuária;
- populações em situação de vulnerabilidade.
O grupo permanecerá em funcionamento durante todo o período de monitoramento ativo do El Niño e poderá ter suas atividades prorrogadas, caso seja necessário.
Comitê reúne 18 órgãos estaduais
O decreto determina que o Comitê Estadual passe a integrar o Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil (Siepdec), fortalecendo a atuação conjunta entre diferentes áreas do governo.
Ao todo, participam da iniciativa representantes de 18 órgãos e entidades estaduais, incluindo secretarias das áreas de Defesa Civil, Saúde, Agricultura, Meio Ambiente, Desenvolvimento Social, Educação, Segurança Pública, Infraestrutura e Ciência e Tecnologia, além de instituições como o Corpo de Bombeiros, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o Departamento de Recursos Minerais (DRM-RJ) e a Agenersa.
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Entre as principais responsabilidades do grupo estão:
- integrar ações entre Estado, municípios e órgãos federais;
- acompanhar cenários críticos em tempo real;
- elaborar protocolos de atuação;
- compartilhar informações estratégicas;
- emitir recomendações técnicas;
- desenvolver medidas preventivas para reduzir os impactos dos eventos climáticos.
Sala de Situação fará monitoramento permanente
Outra medida prevista no decreto é a criação da Sala de Situação do El Niño, vinculada à Secretaria de Defesa Civil.
O espaço será responsável pelo acompanhamento contínuo de indicadores meteorológicos, climáticos, hidrológicos e ambientais em todo o território fluminense. A equipe produzirá boletins técnicos, análises e cenários estratégicos para orientar decisões rápidas diante de situações de emergência.
As informações serão consolidadas pelo Núcleo Interinstitucional de Inteligência da Defesa Civil, que dará suporte ao monitoramento e à tomada de decisões durante períodos de risco.
Quatro câmaras técnicas vão atuar em áreas estratégicas
Para ampliar a capacidade de resposta, o novo comitê contará com quatro câmaras técnicas permanentes, voltadas para áreas consideradas prioritárias:
- saúde e proteção social;
- agricultura, pecuária e segurança alimentar;
- incêndios florestais e proteção ambiental;
- infraestrutura, energia e recursos hídricos.
Esses grupos terão a missão de elaborar estudos, planos de ação, protocolos e recomendações específicas para fortalecer a preparação do estado diante dos desafios provocados pelas mudanças nas condições climáticas.
Com a iniciativa, o governo estadual busca tornar a resposta aos efeitos do El Niño mais rápida, coordenada e eficiente, reduzindo impactos sobre a população e aumentando a capacidade de prevenção frente aos eventos climáticos extremos.




