Novo filme aposta na nostalgia do game, mas esquece de ser cinema
Vinte anos depois do primeiro Terror em Silent Hill, a franquia retorna aos cinemas com “Regresso para o Inferno”, mas a espera não se traduz em qualidade. Dirigido novamente por Christophe Gans, o longa chega prometendo revisitar o universo do clássico videogame — e acaba entregando uma experiência fria, confusa e sem impacto.
Uma história que não se sustenta
Inspirado em Silent Hill 2, o filme acompanha James, que entra na cidade amaldiçoada em busca da esposa desaparecida. O problema é que o roteiro parece pressupor que todo mundo já conhece o jogo. Não há cuidado em contextualizar a trama nem em deixar claro que este filme não tem ligação direta com o de 2006, apesar do título sugerir continuidade.
Para quem não é fã da franquia, o resultado é uma narrativa bagunçada, com cenas que se sucedem sem peso dramático ou construção emocional.
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Parece jogo… e só
A sensação é de estar assistindo a um gameplay filmado. O protagonista anda, relembra o passado e enfrenta monstros — tudo de forma mecânica. Falta ritmo, falta tensão e, principalmente, falta alma. Cinema pede mais do que referências visuais: pede envolvimento, atmosfera e emoção.
Até elementos que poderiam funcionar, como a presença do icônico Pyramid Head, surgem sem impacto. Os efeitos visuais soam artificiais e a direção parece mais preocupada em copiar o jogo do que em contar uma boa história.
Um retorno frustrante
Chama atenção a diferença de qualidade em relação ao primeiro filme, que, mesmo com falhas, tinha identidade e ambição. Aqui, nem o esforço do ator Jeremy Irvine consegue salvar o projeto. Quando os créditos sobem, fica a sensação de que o longa é apenas um resumo apressado de algo que funciona muito melhor no videogame.
No fim das contas, Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno entra para a lista das grandes decepções do ano e já ganha fama de primeira bomba de 2026.
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