Novo órgão para Gaza gera críticas, concentração de poder e desconfiança internacional
Donald Trump voltou ao centro do debate global. Durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, o presidente dos Estados Unidos lançou oficialmente o chamado “Conselho da Paz”, uma nova estrutura criada por seu governo para atuar na reconstrução da Faixa de Gaza — e, futuramente, em outros conflitos internacionais.
O anúncio veio acompanhado de críticas diretas à Organização das Nações Unidas (ONU) e da apresentação de um plano ambicioso batizado de “Nova Gaza”, que prevê desde áreas turísticas até uma orla tomada por arranha-céus.
“Nunca nem falei com a ONU. Eles tinham um potencial enorme”, disse Trump, ao mesmo tempo em que afirmou que o novo conselho poderá dialogar com o organismo internacional.

Poder concentrado e pouca adesão de aliados
Trump será o presidente vitalício do Conselho da Paz e o único com poder de veto. Segundo ele, o órgão terá liberdade para “fazer praticamente tudo o que quisermos”, começando por Gaza, que seria desmilitarizada e reconstruída.
Apesar de convites enviados a cerca de 60 países, apenas 30 líderes confirmaram presença na cerimônia. Nenhum grande aliado ocidental participou do lançamento. Entre os que assinaram o documento de criação estão os presidentes da Argentina, Paraguai, Azerbaijão, Indonésia e Kosovo, além do primeiro-ministro da Hungria.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, classificou o conselho como “um órgão da paz, mas também da ação”.
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O que é a “Nova Gaza”?
Trump descreveu Gaza como uma “ótima localização para o mercado imobiliário” e apresentou, junto com Jared Kushner, um mapa que divide o território em zonas residenciais, comerciais, turísticas, agrícolas e portuárias.
A proposta prevê uma reconstrução completa da região, mas levanta questionamentos sobre quem decide, quem participa e quem realmente será ouvido nesse processo.
ONU na mira e críticas de especialistas
A criação do conselho é vista por diplomatas e analistas como uma tentativa de esvaziar o papel da ONU. Um rascunho do estatuto do órgão afirma que é preciso abandonar “instituições que falharam com demasiada frequência”, numa crítica direta ao sistema internacional atual.
Para o professor Oliver Stuenkel (FGV), o maior problema está na concentração de poder.
“O temor é que esse conselho vire uma espécie de ONU paralela, controlada pelos Estados Unidos”, avalia.
Outro ponto sensível é a ausência de representantes palestinos, o que coloca em dúvida a legitimidade da proposta.
E o Brasil?
O Brasil foi convidado a integrar o Conselho da Paz, mas Lula ainda não respondeu. A decisão é delicada: aceitar pode gerar críticas internas, enquanto recusar pode tensionar a relação com Trump, especialmente após negociações comerciais recentes.
Quem já aceitou participar?
Entre os países confirmados estão Israel, Argentina, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Egito, Turquia, Hungria, Indonésia e Paraguai. Outros, como Noruega, Suécia e Itália, já recusaram.
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