Casos recentes de violência contra animais reacenderam um debate importante no Brasil: como educar crianças e jovens para o respeito, a empatia e o cuidado com os animais. Especialistas e ONGs apontam que a resposta passa, principalmente, pela educação e pelo contato consciente desde a infância.
Educação que gera empatia
Organizações como o Instituto Ampara Animal defendem a chamada educação humanitária em bem-estar animal. A ideia é simples, mas poderosa: ensinar que os animais sentem dor, medo, alegria e afeto — e que não são objetos.

Segundo a instituição, comportamentos violentos contra animais podem ser reflexo de outros tipos de violência e também um alerta para problemas maiores no convívio social. Trabalhar empatia desde cedo ajuda a quebrar esse ciclo.
Contato com animais faz diferença
Para especialistas, o contato deve ser gradual, respeitoso e supervisionado. Levar crianças para conhecer animais na natureza, em abrigos ou projetos sociais ajuda a desenvolver sensibilidade e responsabilidade.
ONGs como a Toca Segura, que atua no DF e em Goiás, promovem atividades educativas com crianças e adolescentes em abrigos. Lá, os jovens aprendem, na prática, a cuidar, respeitar limites e entender o comportamento dos animais.
Siga o Jovem na Mídia nas redes sociais do Instagram, Facebook e Tiktok para não perder nada!
Cuidado também é aprendizado
Atividades simples fazem diferença:
- ajudar na alimentação,
- participar de passeios com cães,
- colaborar em feiras de adoção,
- manter a rotina de cuidados.
Essas ações ensinam compromisso, paciência e responsabilidade — valores que vão além da relação com os animais.
O papel dos programas públicos
Em São Paulo, por exemplo, programas públicos de adoção e educação ambiental recebem escolas e promovem atividades educativas. Crianças participam de visitas guiadas e até leem histórias para cães e gatos, criando vínculos e ajudando na socialização dos animais.

A ideia é que os pequenos se tornem multiplicadores de boas práticas dentro de casa e na comunidade.
Antes de adotar, é preciso refletir
Especialistas reforçam alguns pontos importantes antes da adoção:
- toda a família precisa estar de acordo;
- é essencial ter tempo e condições para cuidar;
- o animal deve caber na rotina da casa;
- planejamento evita abandono e maus-tratos.
Educar para o respeito aos animais é, no fim das contas, educar para uma sociedade mais empática e menos violenta.
Gostou do assunto? Acha que esse tipo de educação deveria estar mais presente nas escolas? Compartilhe com os amigos 🐾



