A Justiça de São Paulo determinou o afastamento da policial militar acusada de matar uma mulher durante uma abordagem na zona leste da capital. A decisão atende a um pedido da própria polícia, com aval do Ministério Público.
Para o juiz responsável pelo caso, há indícios suficientes de autoria e prova da ocorrência do crime, o que justifica a aplicação de medidas cautelares contra a agente.
O que muda para a policial
Com a decisão, a soldado está proibida de:
- portar arma de fogo
- manter contato com testemunhas e familiares da vítima
- sair da comarca sem autorização judicial
Além disso, ela deverá cumprir recolhimento domiciliar no período noturno.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que não comenta decisões judiciais.
O que aconteceu naquela madrugada
A vítima, Thawanna, foi baleada durante uma ação policial na região de Cidade Tiradentes. Ela caminhava com o marido quando um contato com uma viatura deu início a uma discussão.
A policial Yasmin Cursino Ferreira desceu do carro durante o desentendimento. Imagens da câmera corporal de outro agente registraram o momento em que a situação se intensifica — pouco antes do disparo.
Segundo o relato da própria policial, a vítima teria a agredido, o que teria motivado o tiro.
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Socorro demorou e agravou quadro
Após ser baleada, Thawanna aguardou cerca de 30 minutos pelo resgate. O laudo do Instituto Médico Legal apontou hemorragia interna como causa da morte.
Socorristas ouvidos pela imprensa indicam que a demora no atendimento pode ter sido determinante para o desfecho.
Linha do tempo levanta questionamentos
Registros mostram que o pedido de socorro foi feito logo após o disparo, mas o atendimento sofreu atrasos:
- O chamado inicial foi feito minutos após o tiro
- Houve demora no acionamento do resgate
- A primeira ambulância foi substituída
- O atendimento só chegou cerca de meia hora depois
Durante esse intervalo, áudios mostram a preocupação do policial que acompanhava a ocorrência com o estado da vítima e a demora no socorro.
Caso segue sob investigação
O episódio levanta questionamentos sobre abordagem policial, uso da força e falhas no atendimento emergencial. As circunstâncias do disparo e a atuação dos envolvidos seguem sendo investigadas.



