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Do Rio para Seul: como o funk brasileiro está conquistando o K-pop e influenciando grandes grupos

O sucesso mundial do K-pop já transformou a indústria musical em um verdadeiro laboratório de tendências globais. Agora, uma das influências mais presentes nas produções sul-coreanas vem diretamente do Brasil: o funk.

A mais recente prova dessa conexão chegou com o lançamento de “PUREFLOW pt.1”, novo álbum do grupo feminino LE SSERAFIM. Entre as faixas do projeto está “Irony”, música que conta com a participação do duo brasileiro Tropkillaz, reforçando uma tendência que vem ganhando força nos últimos anos.

Cada vez mais artistas sul-coreanos estão incorporando elementos do funk brasileiro em suas músicas, aproximando duas cenas musicais que, à primeira vista, parecem distantes, mas compartilham uma característica importante: a forte ligação com a dança e a cultura digital.

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A batida brasileira que atravessou o mundo

O crescimento do funk dentro do K-pop não aconteceu da noite para o dia. Nos últimos anos, produtores e artistas brasileiros passaram a colaborar diretamente com grandes nomes da indústria sul-coreana, ajudando a construir uma ponte criativa entre os dois países.

Um dos principais responsáveis por esse movimento é o Tropkillaz. O duo participou da produção de “Ay-Yo”, faixa lançada pelo grupo NCT 127 em 2023, considerada por muitos fãs um dos exemplos mais claros da influência do funk brasileiro em uma produção de K-pop mainstream.

Desde então, a presença dessas referências só aumentou.

Quando o funk encontra o K-pop

A lista de músicas influenciadas pelo ritmo brasileiro cresce a cada ano.

Entre os exemplos mais conhecidos está “Back for More”, parceria entre o grupo TOMORROW X TOGETHER e a cantora Anitta, que aposta em uma sonoridade inspirada nas pistas brasileiras.

Outra artista que recebeu contribuições do Tropkillaz foi LISA, integrante do grupo BLACKPINK. A faixa “Chill”, presente em seu trabalho solo, também traz elementos produzidos pelo duo brasileiro.

Já o grupo NMIXX se aproximou ainda mais do Brasil ao colaborar com Pabllo Vittar em “MEXE”, uma música que mistura diretamente a energia do K-pop com as batidas do funk.

Outros artistas que já exploraram influências semelhantes incluem MONSTA X, além de integrantes do ENHYPEN e produções ligadas à carreira solo de Jennie.

“K-pop é uma estética em constante transformação”

Em entrevista ao POPline, Zegon, integrante do Tropkillaz, explicou que o sucesso dessa mistura está ligado à capacidade do funk de dialogar com diferentes estilos musicais.

Segundo ele, as batidas atuais do gênero ficaram mais minimalistas e passaram a conversar naturalmente com elementos da música eletrônica, do trap, do R&B e do pop internacional.

Para o produtor, essa flexibilidade ajuda a explicar por que o funk tem encontrado espaço em mercados tão distintos quanto o brasileiro e o sul-coreano.

Ele também destacou que o K-pop funciona como um ambiente aberto à experimentação musical.

Na visão de Zegon, o estilo não se limita a um único gênero, mas reúne diversas influências dentro de uma identidade visual e artística própria, permitindo que diferentes referências culturais sejam incorporadas às produções.

TikTok e dança aceleraram a conexão

As redes sociais tiveram papel fundamental nessa aproximação.

Com a popularização de vídeos de dança no TikTok e em outras plataformas, músicas brasileiras passaram a alcançar públicos cada vez maiores fora do país. A força das coreografias ajudou a transformar o funk em um fenômeno global, despertando o interesse de produtores e artistas internacionais.

Segundo Zegon, a forte cultura da dança presente na Coreia do Sul contribuiu para que essa influência fosse absorvida de forma natural, criando uma conexão direta entre duas cenas musicais que valorizam performance, ritmo e engajamento nas redes.

Como nasceu a parceria com o LE SSERAFIM

A colaboração em “Irony” surgiu a partir de um convite dos produtores Thirteen, que já mantinham uma relação de admiração profissional com o Tropkillaz.

O processo criativo aconteceu de forma intensa e colaborativa. De acordo com o duo, parte das integrantes do LE SSERAFIM participou diretamente das etapas de criação, acompanhando a produção musical e desenvolvendo a letra durante a própria sessão de estúdio.

O resultado foi uma faixa construída praticamente em tempo real, algo que os produtores brasileiros classificaram como uma experiência diferente da maioria dos trabalhos realizados anteriormente.

O Brasil como influência global

A crescente presença do funk brasileiro em produções de K-pop mostra como a música pop está cada vez mais conectada globalmente.

O que antes era visto como um gênero regional hoje influencia artistas, produtores e gravadoras em diferentes partes do mundo. Seja em colaborações com grupos como LE SSERAFIM, NCT 127 ou NMIXX, o funk brasileiro vem conquistando espaço em uma das indústrias musicais mais poderosas do planeta.

Mais do que uma tendência passageira, essa aproximação revela como o Brasil tem se consolidado como uma importante referência criativa na construção do som do pop global.p já transformou a indústria musical em um verdadeiro

SARA CELESTINO
SARA CELESTINOhttp://jovemnamidia.com.br
Sara Celestino, dona do Jovem na Mídia, é repórter-fotográfica e criadora de conteúdo, apaixonada por jogos, tecnologia, K-pop e tudo que envolve o universo jovem. Sempre antenada nas tendências, traz notícias de forma leve, dinâmica e envolvente, conectando a nova geração ao que realmente importa!
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