Chegou o momento que milhões de torcedores esperavam. Neste sábado (13), às 19h (horário de Brasília), a Seleção Brasileira faz sua estreia na Copa do Mundo de 2026 diante de Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A partida abre a trajetória do Brasil no Grupo C, que também conta com Escócia e Haiti. O confronto marca o início da busca pelo tão sonhado sexto título mundial, mas também encerra um dos ciclos preparatórios mais conturbados da história recente da equipe nacional.
Brasil tenta manter longa invencibilidade em estreias
A Seleção Brasileira carrega um retrospecto impressionante em partidas de estreia em Copas do Mundo. A última derrota no primeiro jogo de um Mundial aconteceu há mais de nove décadas, em 1934, quando perdeu para a Espanha por 3 a 1, na Itália.
Desde então, o Brasil acumulou 17 vitórias e três empates em estreias. No Catar, em 2022, a equipe venceu a Sérvia por 2 a 0, com dois gols de Richarlison.
Desta vez, porém, o desafio promete ser bem mais complicado.
Marrocos chega como uma das forças emergentes do futebol mundial
Sem o status de favorito tradicional, Marrocos conquistou respeito internacional após a histórica campanha na Copa do Mundo do Catar, quando se tornou a primeira seleção africana a alcançar uma semifinal de Mundial.
Atualmente entre as melhores seleções do ranking da Fifa, os marroquinos chegam embalados por uma geração talentosa e por resultados expressivos nos últimos anos.
Além disso, o retrospecto recente favorece os africanos. Em março de 2023, as equipes se enfrentaram em Tanger, no Marrocos, e os donos da casa venceram por 2 a 1. Foi justamente aquele amistoso que marcou o início do turbulento ciclo brasileiro rumo à Copa.
Trocas de técnicos marcaram preparação brasileira
Desde a saída de Tite após o Mundial do Catar, a Seleção passou por uma sequência de mudanças no comando técnico.
Primeiro, Ramon Menezes assumiu interinamente. Depois veio Fernando Diniz, que acumulou o trabalho na seleção com o comando do Fluminense. Em seguida, a Confederação Brasileira de Futebol apostou em Dorival Júnior para liderar o projeto até a Copa.
Nenhuma das experiências, porém, teve longa duração.
Após resultados irregulares e uma campanha abaixo das expectativas nas Eliminatórias Sul-Americanas, a CBF voltou a investir em Carlo Ancelotti, que finalmente assumiu a equipe em 2025 após deixar o Real Madrid.
O treinador italiano chegou em meio a mudanças na própria direção da entidade e encontrou uma seleção pressionada por resultados e desempenho.
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Ancelotti ainda tem dúvidas para escalar o time
A expectativa é que jogadores experientes como Casemiro, Lucas Paquetá e Vinícius Júnior estejam entre os titulares na estreia.
As principais dúvidas do treinador estão nas laterais. Na direita, Danilo disputa posição com Ibañez. Já pelo lado esquerdo, Alex Sandro e Douglas Santos brigam por uma vaga entre os onze iniciais.
Uma provável escalação do Brasil tem:
Alisson; Danilo (Ibañez), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro (Douglas Santos); Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha e Vinícius Júnior.
Marrocos aposta em geração consolidada
Do outro lado, os Leões do Atlas mantêm boa parte da base responsável pelo sucesso recente da seleção africana.
Jogadores como Bono, Hakimi, Mazraoui, Amrabat e Ounahi seguem como peças fundamentais da equipe.
A seleção agora é comandada por Mohamed Ouahbi, técnico que ganhou destaque ao conquistar o título mundial sub-20 com Marrocos em 2025.
Entre os destaques individuais está Brahim Díaz, atacante do Real Madrid e conhecido de Carlo Ancelotti e Vinícius Júnior. O jogador vive grande fase e é considerado uma das principais armas ofensivas dos marroquinos.
Estreia pode indicar o rumo do Brasil no Mundial
Apesar do favoritismo histórico da Seleção Brasileira, o duelo contra Marrocos é tratado como um dos testes mais difíceis da fase de grupos.
Uma vitória pode dar tranquilidade ao trabalho de Ancelotti e encaminhar a classificação às oitavas de final. Já um resultado negativo aumentaria a pressão sobre uma equipe que chega à Copa tentando transformar um ciclo de incertezas em uma campanha capaz de recolocar o Brasil no topo do futebol mundial.
A caminhada rumo ao hexa começa neste sábado, diante de um adversário que já mostrou ser capaz de desafiar as maiores potências do planeta.




