O projeto brasileiro de carro voador deu um passo importante rumo ao futuro da mobilidade urbana. A aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL), desenvolvida pela startup Eve Air Mobility, ligada à Embraer, realizou seu primeiro voo em escala real no final de 2025 e agora inicia uma série de testes para obter certificação e operar comercialmente.
O teste aconteceu no complexo da empresa em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. Durante cerca de um minuto, o protótipo fez um voo pairado — quando a aeronave permanece parada no ar — operando remotamente e sem piloto a bordo.
Essa etapa marca o começo de uma campanha de ensaios mais ampla, que deverá incluir centenas de voos experimentais ao longo dos próximos meses.
O que é o carro voador brasileiro?

O modelo desenvolvido pela Eve é um eVTOL, uma aeronave elétrica que combina características de avião e helicóptero. Ele consegue decolar e pousar verticalmente, mas realiza o voo principal na horizontal, como um avião.
A proposta é usar esse tipo de veículo para trajetos curtos em áreas urbanas, geralmente entre 20 e 100 quilômetros, facilitando deslocamentos entre cidades próximas ou dentro de grandes metrópoles.
Além de reduzir o tempo de viagem, a tecnologia também promete menos emissão de poluentes e menor impacto ambiental em comparação com helicópteros tradicionais.
Testes avaliam sistemas e segurança
Durante o voo inicial, engenheiros analisaram vários sistemas essenciais da aeronave, como o controle de voo por computador, conhecido como fly-by-wire, além do funcionamento das hélices responsáveis pela sustentação vertical.

Outros pontos avaliados foram o gerenciamento de energia das baterias, a estabilidade do veículo no ar e o nível de ruído gerado durante a operação.
Segundo especialistas envolvidos no projeto, esse primeiro teste confirmou que a estrutura e os sistemas da aeronave funcionam como previsto, permitindo que o desenvolvimento avance para fases mais complexas.
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Caminho até a certificação
Para que o carro voador possa transportar passageiros, ele ainda precisa ser aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e por órgãos reguladores internacionais.
A certificação garante que a aeronave cumpre padrões rigorosos de segurança, desempenho e confiabilidade.
Como parte desse processo, a empresa pretende construir seis protótipos adicionais, que serão usados em diferentes testes simultaneamente. Essa estratégia ajuda a acelerar o desenvolvimento e a coleta de dados.
Se tudo ocorrer dentro do cronograma previsto, a expectativa é que o veículo comece a operar comercialmente por volta de 2027.
Infraestrutura ainda é desafio
Apesar do avanço tecnológico, ainda existem obstáculos importantes antes que os carros voadores se tornem comuns nas cidades.
Entre eles estão a criação de vertiportos — locais específicos para pouso e decolagem —, além de sistemas de recarga elétrica e um modelo eficiente de controle de tráfego aéreo urbano.

Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e São José dos Campos estão entre as que podem receber as primeiras estruturas desse tipo no Brasil.
Mercado global em crescimento
O interesse por eVTOLs cresce rapidamente em todo o mundo. Empresas dos Estados Unidos, Europa e China também estão desenvolvendo projetos semelhantes.
Estudos indicam que, até 2045, cerca de 30 mil aeronaves desse tipo podem estar em operação globalmente, transportando bilhões de passageiros e movimentando um mercado bilionário.
Mesmo com concorrência internacional, especialistas apontam que o projeto brasileiro tem vantagens por contar com a experiência da Embraer no setor aeronáutico e por seguir um caminho mais cauteloso no processo de certificação.
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