O calorão que castiga o estado do Rio desde dezembro já virou caso de saúde pública. Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) mostram que 2.624 pessoas buscaram atendimento de emergência nas UPAs estaduais com sintomas ligados à exposição excessiva ao calor entre 14 de dezembro e 2 de janeiro.
O cenário acendeu o alerta nos 92 municípios fluminenses. O pico de atendimentos aconteceu no dia 26 de dezembro, quando quase 200 pessoas procuraram ajuda médica em apenas um dia. Outros momentos críticos também foram registrados ao longo do fim de dezembro, mostrando que o problema não foi pontual — e segue ativo.
Desidratação, insolação e risco maior para idosos e crianças
Entre os casos atendidos, os sintomas mais comuns foram náusea, dor de cabeça e temperatura corporal elevada, sinais típicos de desidratação e insolação. Segundo a SES-RJ, o calor intenso também aumenta o risco de problemas cardiovasculares, principalmente entre idosos e crianças.
Siga o Jovem na Mídia nas redes sociais do Instagram, Facebook e Tiktok para não perder nada!
Por isso, as UPAs mantêm pontos de hidratação funcionando o ano inteiro. A orientação é simples, mas essencial: beber água com frequência e, quando indicado, usar soro de hidratação oral, inclusive após o atendimento médico.
Quem mais sofre com o calor
As equipes de saúde foram orientadas a reforçar a triagem de pacientes com sinais como:
- tontura e confusão mental
- pele quente e seca
- pulso acelerado
- náuseas e fraqueza
Além de crianças e idosos, o alerta vale especialmente para quem passa horas no sol, como ambulantes, trabalhadores da construção civil, motoristas e porteiros.
UPAs mais sobrecarregadas
As unidades com maior número de atendimentos relacionados ao calor foram:
- UPA Botafogo
- UPA Fonseca
- UPA Realengo
- UPA Ricardo de Albuquerque
- UPA Irajá
- UPA Campo Grande
- UPA Copacabana
- UPA Marechal Hermes
- UPA Tijuca
- UPA Campos dos Goytacazes
Juntas, essas unidades concentraram mais da metade dos atendimentos registrados no estado.
Calor em nível severo
Os dados fazem parte do Monitora RJ, sistema que acompanha eventos climáticos extremos. Nos últimos dias, o painel classificou o Rio de Janeiro em nível severo de calor, o segundo mais alto da escala, indicando risco real à saúde da população.



