O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone nesta segunda-feira (26) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Entre os principais assuntos da ligação estiveram a situação política da Venezuela e a possibilidade de uma visita oficial de Lula a Washington nos próximos meses.
Segundo nota divulgada pelo governo brasileiro, os dois trocaram impressões sobre o cenário venezuelano. Lula destacou a importância de preservar a estabilidade da região e reforçou a necessidade de buscar soluções que garantam o bem-estar da população do país vizinho.
Essa foi a primeira conversa entre os dois líderes desde a recente intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na retirada de Nicolás Maduro do poder e em sua detenção em território americano.
Críticas ao cenário internacional
Durante a ligação, Lula avaliou que o mundo atravessa um momento delicado na política internacional. O presidente afirmou que princípios da Carta da ONU vêm sendo desrespeitados e alertou para o risco da chamada “lei do mais forte” prevalecer nas relações entre países.
A expectativa é que o presidente brasileiro utilize o atual contexto global para reforçar um antigo posicionamento: a reforma do Conselho de Segurança da ONU, defendida por ele desde seus primeiros mandatos, com a ampliação dos membros permanentes.
A agenda internacional de Lula segue intensa. Ele tem viagens previstas para a Índia e a Coreia do Sul em fevereiro, e só depois dessas visitas a ida aos Estados Unidos deve ser confirmada oficialmente.
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Conselho da Paz e cautela diplomática
Outro ponto tratado na conversa foi o convite para que o Brasil integre o Conselho da Paz, iniciativa criada pelo governo Trump. Lula, no entanto, não confirmou a participação brasileira.
O presidente sugeriu que o conselho tenha foco humanitário, incluindo a situação da Faixa de Gaza, e defendeu a presença da Palestina nos debates. A diplomacia brasileira vê com cautela a proposta, principalmente por se tratar de um órgão com estatuto definido unilateralmente e presidência fixa dos Estados Unidos.
Economia e cooperação internacional
Além dos temas políticos, Lula e Trump conversaram sobre a situação econômica dos dois países. Ambos avaliaram que o crescimento de Brasil e Estados Unidos é positivo para toda a região das Américas.
O diálogo também abordou o fortalecimento da cooperação no combate à lavagem de dinheiro, ao tráfico de armas e ao crime organizado, incluindo ações como congelamento de ativos e troca de informações financeiras. Segundo o Planalto, a proposta foi bem recebida pelo presidente norte-americano.




