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quinta-feira, fevereiro 19, 2026

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Mpox volta ao noticiário após novos casos no Brasil: o que está acontecendo?

A mpox — nome adotado para substituir a antiga “monkeypox” — voltou ao debate público após a confirmação de novos casos no Brasil, incluindo registros em Porto Alegre e São Paulo.

Mas a verdade é que o vírus nunca deixou de circular desde o surto global de 2022. Ele apenas saiu do centro das manchetes.

O cenário internacional ajuda a explicar. Dados atualizados do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) indicam circulação contínua do vírus em diferentes regiões do mundo, incluindo os dois principais grupos (clados I e II), além de casos associados a viagens e transmissão local.

Desde 2022, mais de uma centena de países notificaram infecções — inclusive locais onde a doença nunca havia sido registrada antes.

🔬 Do que estamos falando?

A mpox é causada pelo Monkeypox virus (MPXV), um ortopoxvírus da mesma família da varíola. Segundo a Organização Mundial da Saúde, trata-se de uma doença zoonótica — ou seja, que pode ser transmitida de animais para humanos.

Apesar do nome, os principais reservatórios naturais não são macacos, mas roedores silvestres africanos. Humanos e primatas são considerados hospedeiros acidentais.

Como ocorre a transmissão?

De acordo com o Ministério da Saúde, a transmissão entre pessoas acontece principalmente por:

  • Contato direto com lesões de pele
  • Fluidos corporais
  • Crostas
  • Objetos contaminados

A proximidade física prolongada aumenta o risco de exposição.

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🤒 Sintomas e evolução

Após um período de incubação que pode variar de 3 a 21 dias, os sintomas mais comuns incluem:

  • Febre
  • Dor de cabeça e dores musculares
  • Mal-estar
  • Aumento dos gânglios
  • Lesões cutâneas que evoluem em estágios

Na maioria dos casos, a evolução é benigna. No entanto, crianças, gestantes e pessoas imunossuprimidas podem apresentar maior risco de complicações.

💉 E as vacinas?

— Foto: Reuters/Dado Ruvic.

Atualmente, a principal vacina utilizada é a de terceira geração conhecida como MVA-BN (Jynneos), baseada em vírus não replicante e também empregada na prevenção contra a varíola.

Um estudo publicado no Journal of Infectious Diseases mostrou que os níveis de anticorpos neutralizantes podem diminuir ao longo do tempo, tanto após infecção natural quanto após vacinação.

Isso não significa que a vacina deixe de funcionar, mas reforça a necessidade de estratégias baseadas em evidência científica, com definição clara de grupos prioritários e acompanhamento contínuo.

🌍 Por que ela “volta”?

Porque vírus não desaparecem quando deixam o noticiário.

Vivemos em um mundo de alta mobilidade, com circulação constante de pessoas e patógenos. Reaparecimentos não são necessariamente sinal de falha, mas lembram que vigilância em saúde pública precisa ser permanente.

Detecção precoce, capacidade diagnóstica e articulação entre serviços de saúde continuam sendo as principais ferramentas para evitar que surtos ganhem maior dimensão.

SARA CELESTINO
SARA CELESTINOhttp://jovemnamidia.com.br
Sara Celestino, dona do Jovem na Mídia, é repórter-fotográfica e criadora de conteúdo, apaixonada por jogos, tecnologia, K-pop e tudo que envolve o universo jovem. Sempre antenada nas tendências, traz notícias de forma leve, dinâmica e envolvente, conectando a nova geração ao que realmente importa!
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