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“Redpill”, incels e outros termos: entenda o vocabulário de grupos misóginos na internet

Nos últimos anos, expressões como “redpill”, “incel” e “alpha male” começaram a aparecer com frequência nas redes sociais. Por trás desses termos, especialistas apontam a presença de comunidades online que difundem misoginia, ou seja, o ódio e a discriminação contra mulheres.

Esses grupos costumam se organizar em fóruns, redes sociais e aplicativos de mensagens, criando linguagens próprias e códigos para espalhar suas ideias. Segundo pesquisadores, esse tipo de discurso pode incentivar comportamentos agressivos e até episódios de violência.

O que é a chamada “machosfera”?

FOTO: Lucas Neopmann/Nexo Jornal.

O termo machosfera é usado para descrever um conjunto de comunidades online que defendem uma visão rígida de masculinidade e criticam movimentos ligados à igualdade de gênero.

Dentro desses espaços, surgem diferentes grupos e ideologias. Alguns dos mais conhecidos são:

  • Incels: homens que se definem como “celibatários involuntários” e culpam mulheres ou a sociedade por não conseguirem relacionamentos.
  • Redpill: inspirado no filme The Matrix, o termo passou a representar a ideia de que homens “despertaram” para uma suposta realidade em que as mulheres manipulam os relacionamentos.
  • MGTOW: sigla para Men Going Their Own Way, movimento que defende que homens devem evitar qualquer relacionamento com mulheres.
  • PUA (Pick Up Artists): grupo que promove técnicas de sedução baseadas em manipulação emocional.

Hierarquias criadas nesses grupos

Essas comunidades também criaram uma espécie de “ranking social” masculino e feminino, com termos que aparecem bastante nas redes.

Alguns exemplos são:

  • Chad: homem considerado extremamente atraente e bem-sucedido.
  • Alfa: ideal de homem dominante e líder.
  • Beta: homem visto como comum ou submisso.
  • Sigma: figura popular na internet que representa um “alfa solitário”.
  • Stacy: termo usado para descrever mulheres consideradas muito atraentes.

Essas classificações costumam reforçar estereótipos e rivalidades, tanto entre homens quanto em relação às mulheres.

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Gírias e teorias usadas nesses espaços

Além das hierarquias, existem várias gírias e ideias que circulam nesses grupos.

Entre elas:

  • 80/20: teoria que afirma que 80% das mulheres se interessariam apenas por 20% dos homens mais ricos ou atraentes.
  • Hipergamia: crença de que mulheres sempre buscam parceiros de status social mais alto.
  • AWALT: sigla em inglês para “todas as mulheres são assim”, usada para generalizar comportamentos femininos.

Especialistas alertam que muitas dessas ideias não têm base científica e ajudam a espalhar visões distorcidas sobre relacionamentos e gênero.

Debate sobre misoginia na internet

Ativistas e pesquisadores afirmam que esse tipo de discurso faz parte de um fenômeno maior de misoginia online. A escritora e ativista Lola Aronovich, por exemplo, denuncia ataques contra mulheres na internet há anos.

A discussão também levou à criação da Lei nº 13.642/2018, que permite à Polícia Federal investigar crimes de misoginia cometidos na internet.

Para especialistas, entender esse vocabulário ajuda a identificar discursos de ódio e promover debates mais conscientes nas redes.

💬 Você já tinha visto esses termos circulando nas redes sociais?
Acha importante discutir como discursos online podem influenciar comportamentos no mundo real?

Se achou a matéria útil, compartilhe com seus amigos e ajude mais pessoas a entender esse debate que está crescendo na internet. 📱

SARA CELESTINO
SARA CELESTINOhttp://jovemnamidia.com.br
Sara Celestino, dona do Jovem na Mídia, é repórter-fotográfica e criadora de conteúdo, apaixonada por jogos, tecnologia, K-pop e tudo que envolve o universo jovem. Sempre antenada nas tendências, traz notícias de forma leve, dinâmica e envolvente, conectando a nova geração ao que realmente importa!
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