O YouTube Music iniciou um novo teste que restringe o acesso às letras de músicas para usuários da versão gratuita da plataforma. A mudança, que já está sendo aplicada a parte do público, estabelece um número limitado de visualizações antes que o recurso passe a exigir assinatura premium.
Segundo relatos publicados pelo Ars Technica, usuários não assinantes passaram a receber um aviso informando quantas visualizações de letras ainda restam. O limite identificado até o momento é de cinco acessos. Após atingir esse número, apenas as primeiras linhas da letra continuam visíveis, enquanto o restante do conteúdo aparece desfocado.
Como funciona a nova limitação
A seção de letras continua disponível durante a reprodução das músicas, mesmo para contas gratuitas. No entanto, cada vez que o usuário abre essa aba, uma visualização é descontada do total permitido.
Até o momento, a página oficial de suporte do Google não lista o acesso às letras como benefício exclusivo do plano pago. Em comunicado ao Ars Technica, o YouTube afirmou que a medida faz parte de um experimento aplicado a uma pequena porcentagem de usuários com suporte de anúncios e que o número de visualizações pode variar.
“Estamos realizando um experimento com uma pequena porcentagem de usuários com suporte de anúncios que pode afetar sua capacidade de acessar o recurso de letras repetidamente”, informou a empresa.
Estratégia segue tendência do mercado
A iniciativa acompanha um movimento já observado em outras plataformas. Em 2024, o Spotify também testou a limitação de letras para usuários gratuitos, mas recuou após repercussão negativa.
No caso do YouTube Music, a medida pode ter impacto menor, já que sua base de usuários é inferior à do Spotify. Ainda assim, a decisão reforça a estratégia de ampliar a conversão para o plano premium, que inclui benefícios como ausência de anúncios, downloads offline e reprodução em segundo plano.
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Receita em alta e custos operacionais
A restrição surge em meio ao crescimento financeiro do YouTube. No relatório mais recente, a plataforma registrou cerca de US$ 60 bilhões em receita combinada entre anúncios e assinaturas — incluindo YouTube Premium e YouTube TV — representando um aumento significativo em relação ao ano anterior.
Além disso, as letras exibidas no aplicativo são licenciadas de empresas terceiras, o que gera custos adicionais para o Google. A limitação pode, portanto, estar relacionada à tentativa de equilibrar despesas operacionais com novas fontes de monetização.
O que muda para o usuário?
Para quem utiliza a versão gratuita, acompanhar a letra enquanto a música toca poderá se tornar uma experiência limitada. Caso o teste seja ampliado globalmente, o acesso completo às letras pode se consolidar como mais um benefício exclusivo da assinatura premium.
Por enquanto, o recurso segue em fase experimental — e a maioria dos usuários, segundo o próprio YouTube, ainda não percebeu mudanças.




