A inteligência artificial já deixou de ser só tendência — agora é disputa global. E onde o Brasil entra nisso? Em entrevista, o especialista Fábio Lima, da IBM, explicou como o país pode avançar e quais são os desafios para não ficar para trás.
Com mais de 16 anos na empresa, ele acompanha de perto a evolução da tecnologia e aposta: o Brasil tem potencial, mas precisa acelerar.
IA na prática: como funciona o watsonx

Segundo Lima, a plataforma watsonx foi criada para ajudar empresas a usar inteligência artificial de forma completa — da organização de dados até a aplicação no dia a dia.
Na prática, ela permite:
- criar e treinar modelos de IA
- analisar grandes volumes de dados
- automatizar processos
- garantir segurança e controle no uso da tecnologia
E isso já está acontecendo no Brasil.
No agronegócio, por exemplo, a IA ajuda a prever clima, melhorar colheitas e otimizar a logística. Já no setor bancário, a tecnologia é usada para analisar riscos, automatizar atendimentos e melhorar a experiência dos clientes.
Código aberto: o “atalho” para inovação
Um dos pontos mais defendidos pela IBM é o uso de modelos de código aberto, como a família Granite.
A ideia é simples: quanto mais gente puder acessar e adaptar a tecnologia, mais rápido ela evolui.
Para o Brasil, isso é ainda mais importante. O modelo aberto:
- reduz custos de entrada
- fortalece startups e universidades
- permite criar soluções adaptadas à realidade local
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IA soberana: por que isso importa?
Outro tema que ganha força é a chamada IA soberana — que vai muito além de onde os dados ficam armazenados.
Hoje, a preocupação envolve:
- quem controla os sistemas
- onde a IA é executada
- como os dados são protegidos
- e se tudo isso segue as leis do país
Segundo Lima, o futuro exige que países tenham mais controle sobre suas próprias tecnologias, principalmente em áreas sensíveis.
O Brasil está atrasado?
Nem tanto. O especialista aponta que o país tem pontos fortes importantes:
- grande mercado interno
- boas universidades
- crescimento de startups
- setores fortes como agro, fintechs e serviços digitais
O problema está na velocidade.
Quem conseguir aplicar IA mais rápido no dia a dia — em empresas e serviços públicos — vai sair na frente.
Próximo passo: agentes de IA
Depois dos chatbots, o próximo nível já começou: agentes de inteligência artificial capazes de executar tarefas completas sozinhos.
No Brasil, muitas empresas ainda estão no começo, mas o interesse está crescendo.
A expectativa é que, nos próximos anos, essas tecnologias aumentem a produtividade, automatizem processos e mudem a forma como as empresas operam.
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