Um caso que já gerava indignação ganhou um novo capítulo que levanta ainda mais questionamentos. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso e indiciado pelo feminicídio da soldado Gisele Alves Santana, foi transferido para a reserva da Polícia Militar — e, com isso, passou a receber remuneração na inatividade.
Salário suspenso… e depois retomado
Antes da mudança, o pagamento do policial estava suspenso desde sua prisão, em 18 de março.
Agora, com a ida para a reserva (equivalente à aposentadoria na carreira militar), ele passa a receber:
- proventos quase integrais
- proporcionalidade de 58/60 do salário
Ou seja, na prática, a remuneração é mantida em nível próximo ao que recebia na ativa.
Siga o Jovem na Mídia nas redes sociais do Instagram, Facebook e Tiktok para não perder nada!
Decisão não impede punição
Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, a medida administrativa não interfere nas investigações nem em possíveis punições.
Entre os próximos passos estão:
- abertura de conselho de justificação
- possibilidade de perda do posto e da patente
- eventual demissão da corporação
A perda da remuneração, no entanto, só pode acontecer com decisão judicial definitiva.
Investigações em fase final
O caso segue avançando em duas frentes:
- o inquérito da Polícia Militar está em fase final
- o inquérito da Polícia Civil já foi concluído e enviado à Justiça
O oficial permanece preso preventivamente por decisão judicial.
O caso que chocou o país
A soldado Gisele Alves Santana foi encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde morava com o tenente-coronel, em São Paulo.
Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio. No entanto:
- laudos do IML apontaram sinais de agressão incompatíveis com essa versão
- o registro foi alterado para morte suspeita
- a família da vítima sempre contestou a hipótese inicial




