Segunda etapa do Panorama da Mulher vai analisar perfil de vítimas e agressores e mapear os tipos de violência mais frequentes no município
A Prefeitura de Maricá iniciou nesta segunda-feira (5) a segunda etapa do Panorama da Mulher, pesquisa que busca ampliar o conhecimento sobre a realidade das mulheres no município e aprofundar o levantamento sobre a violência de gênero.
O trabalho é realizado pela Secretaria de Políticas e Defesa dos Direitos das Mulheres, em parceria com o Instituto Municipal de Informação e Pesquisa Darcy Ribeiro (IDR). Nesta nova fase, o objetivo é identificar com mais detalhes o perfil das vítimas e dos agressores, além de apontar quais tipos de violência aparecem com maior frequência.
Os dados deverão servir como base para o planejamento de novas políticas públicas e ações de proteção às mulheres em Maricá.
Pesquisa aponta cenário de violência
Na primeira etapa do levantamento, 17,1% das mulheres entrevistadas afirmaram ter sofrido algum tipo de violência nos cinco anos anteriores, incluindo violência física, moral ou psicológica.
O resultado, no entanto, pode não representar toda a dimensão do problema, já que muitos casos de violência não chegam a ser oficialmente registrados.
Para a secretária de Políticas e Defesa dos Direitos das Mulheres, Ingrid Bastos, conhecer a realidade por meio de dados é fundamental para que as políticas públicas sejam desenvolvidas de acordo com as necessidades da população.
“Política pública eficiente não pode ser construída a partir de suposições, ela precisa partir da realidade. E é justamente essa a importância do Panorama da Mulher Maricaense: transformar dados em diagnóstico e diagnóstico em ação”, afirmou.
Dados da segurança serão cruzados com atendimentos
Nesta segunda fase, o IDR analisa os microdados do Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (ISP-RJ). A intenção é detalhar os registros oficiais relacionados à violência e cruzar essas informações com o histórico de atendimentos realizados pela Casa da Mulher de Maricá.
Segundo o presidente do IDR, Magnun Amado, o levantamento pretende criar uma base de dados mais completa sobre a realidade da violência contra as mulheres na cidade.
“Não podemos combater de forma eficaz aquilo que não conhecemos em sua totalidade. Estamos dando luz a dados que historicamente não são discutidos e construindo uma base de dados científica, sólida e conectada com a realidade do nosso município. É a partir desse mapeamento que conseguiremos formular políticas públicas muito mais assertivas para proteger a vida das maricaenses e romper esse ciclo em nossa cidade”, destacou.
Entrevistas são realizadas com sigilo
As entrevistas e abordagens da pesquisa são feitas sob sigilo absoluto por pesquisadoras capacitadas para lidar com o tema de forma humanizada.
As participantes também contam com acompanhamento e suporte técnico das equipes multidisciplinares da Secretaria de Políticas e Defesa dos Direitos das Mulheres. A metodologia busca priorizar a segurança, o acolhimento e o conforto das mulheres, considerando a sensibilidade das informações abordadas durante a pesquisa.
O levantamento pretende, a partir dos dados coletados, oferecer um retrato mais detalhado da violência contra as mulheres em Maricá e contribuir para o desenvolvimento de ações públicas mais direcionadas à prevenção e à proteção.
Gostou do assunto? Compartilhe com os amigos!




