Trilha de Réveillon vira lição sobre preparo, escolhas e sobrevivência no ponto mais alto do Sul do Brasil
O que era para ser um amanhecer inesquecível no topo do Pico Paraná acabou se transformando em uma prova extrema de resistência. Roberto Farias, de 19 anos, passou cinco dias perdido na Serra do Mar, após se separar da parceira de trilha durante a descida da montanha, no Paraná.
A subida aconteceu no dia 31 de dezembro. Roberto e Thayane Smith chegaram juntos ao topo e celebraram a virada do ano. O problema começou na volta: ele passou mal, ficou para trás e, em uma bifurcação, seguiu pelo caminho errado. A decisão resultou em uma queda em área de difícil acesso e no desaparecimento do jovem.
Sobrevivência em meio ao desconhecido
Sem equipamentos adequados, pouca comida e em terreno hostil, Roberto caminhou por mais de 20 quilômetros entre pedras, mata fechada e cachoeiras. Usou noções básicas de primeiros socorros e manteve o foco em um único objetivo: sobreviver.
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No quinto dia, conseguiu sair da mata e chegou até uma fazenda, onde foi socorrido. O resgate encerrou uma mobilização que envolveu bombeiros especializados e voluntários.
Alerta que fica para quem ama aventura
O Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) reforçou que, em situações assim, permanecer parado em local seguro aumenta as chances de resgate. A história também reacendeu o debate sobre acesso irregular a trilhas e a importância de seguir as regras dos parques ambientais.
Reencontro, desculpas e caminhos diferentes
Após o resgate, Roberto e Thayane se reencontraram em Curitiba. Entre pedidos de desculpa e silêncio, decidiram não seguir juntos. A frase dita por ela resume o peso da experiência: “Desculpa por ter deixado você para trás. Não imaginei que isso fosse acontecer.”
Roberto voltou para casa, reencontrou a família e celebrou algo simples, mas poderoso: estar vivo.




