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Câmara aprova tornozeleira eletrônica obrigatória para agressores de mulheres

A Câmara dos Deputados do Brasil aprovou nesta terça-feira (10) um projeto de lei que permite à Justiça determinar o uso imediato de tornozeleira eletrônica por agressores de mulheres em casos de violência doméstica considerados de alto risco.

O texto aprovado é o Projeto de Lei 2942/2024, apresentado pelos deputados Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Marcos Tavares (PDT-RJ), com relatório da deputada Delegada Ione (Avante-MG).

A proposta busca aumentar a proteção às vítimas, permitindo que a medida seja aplicada logo no início do processo quando houver risco à integridade física ou psicológica da mulher.

Tornozeleira vira prioridade em casos graves

Pelo projeto, o uso da tornozeleira eletrônica passa a ser regra em situações de risco atual ou iminente contra a vítima ou seus dependentes.

A medida também será priorizada quando o agressor descumprir medidas protetivas anteriores, previstas na Lei Maria da Penha.

Hoje, segundo dados citados pela deputada Fernanda Melchionna, apenas cerca de 6% das medidas protetivas contam com monitoramento eletrônico.

Rastreamento e alerta para a vítima

O projeto também determina que a mulher receba um dispositivo portátil de segurança.

Esse equipamento permitirá:

  • monitorar a localização do agressor
  • emitir alerta automático para a vítima e para a polícia caso ele se aproxime
  • acompanhar o cumprimento das restrições impostas pela Justiça

A ideia é garantir monitoramento ativo da medida protetiva.

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Aumento da pena para descumprimento

O texto aprovado também aumenta a punição para quem descumprir as medidas protetivas.

Se o agressor se aproximar da vítima ou retirar a tornozeleira sem autorização, a pena poderá ser aumentada de um terço até metade, sobre a reclusão prevista de 2 a 5 anos.

Municípios pequenos também poderão aplicar medida

Em cidades onde não há juiz disponível, o projeto permite que o delegado de polícia determine a instalação da tornozeleira, comunicando a decisão ao Ministério Público e à Justiça em até 24 horas.

Segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública:

  • 50% dos feminicídios em 2024 ocorreram em cidades com até 100 mil habitantes
  • apenas 5% das cidades possuem delegacias especializadas para mulheres
  • somente 3% dos municípios contam com casas-abrigo

Próximos passos

Após a aprovação na Câmara, o projeto segue agora para análise do Senado Federal do Brasil.

Se for aprovado sem mudanças, o texto será enviado para sanção presidencial para virar lei.

Como denunciar violência contra a mulher

Casos de violência doméstica podem ser denunciados pelo telefone 180, serviço gratuito que funciona 24 horas por dia.

Também é possível buscar ajuda pelos canais:

  • 190 – Polícia Militar
  • Disque 100 – violações de direitos humanos
  • Delegacias da Mulher e delegacias comuns
SARA CELESTINO
SARA CELESTINOhttp://jovemnamidia.com.br
Sara Celestino, dona do Jovem na Mídia, é repórter-fotográfica e criadora de conteúdo, apaixonada por jogos, tecnologia, K-pop e tudo que envolve o universo jovem. Sempre antenada nas tendências, traz notícias de forma leve, dinâmica e envolvente, conectando a nova geração ao que realmente importa!
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