Um caso grave de violência escolar em Portugal ganhou repercussão internacional. Um menino brasileiro de 9 anos precisou amputar a ponta de alguns dedos após ser agredido dentro da Escola Básica de Fonte Coberta, em Cinfães, distrito de Viseu. O episódio aconteceu no dia 10 de novembro, quando dois alunos teriam prendido a mão da vítima na porta do banheiro.
A lesão foi tão séria que a criança passou por uma cirurgia de três horas no Hospital de São João, no Porto.
Família relata bullying constante
O caso só veio à tona depois que a mãe do menino, Nívia Estevam, publicou relatos nas redes sociais denunciando uma rotina de agressões que o filho já sofria. Segundo ela, não foi a primeira vez: o menino havia sido alvo de puxões de cabelo, chutes, pontapés e até enforcamento dentro da escola.
Em entrevista à TVI/CNN Portugal, Nívia afirmou que o filho “pediu ajuda, gritou e sangrou dentro do banheiro sozinho, enquanto as crianças seguravam a porta para ele não sair”. Ela diz que o menino ficará com sequelas físicas e emocionais.
Atualmente, ele segue em recuperação e a família decidiu mudar de bairro e de escola.
No último domingo (16), Nívia voltou às redes para atualizar o estado do filho. Ela contou que a criança revive o trauma todas as noites e está tomando medicação para conseguir dormir mais rápido. A mãe também segue pedindo apoio e mobilização.
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Governo brasileiro cobra explicações de Portugal
A repercussão mobilizou o governo do Brasil. A Embaixada do Brasil em Portugal pediu, nesta terça-feira (18), informações oficiais sobre as medidas adotadas pelo país diante da agressão.
O Itamaraty informou que:
- A Embaixada em Lisboa e o Consulado-Geral no Porto estão em contato com a família;
- O consulado ofereceu assistência jurídica e psicológica;
- O embaixador Raimundo Carreiro enviou comunicações aos ministros portugueses responsáveis pela Administração Interna e Educação, pedindo detalhes das providências já tomadas e dos desdobramentos do caso.
Grupo de 18 advogados assume o caso
De acordo com a CNN Portugal, o menino será representado por um grupo de 18 advogados, divididos entre áreas cível, penal e assistência psicológica à família.
A Inspeção-Geral da Educação abriu um procedimento para investigar as circunstâncias da agressão. A escola também instaurou um inquérito interno para apurar o que aconteceu e identificar responsabilidades.




