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domingo, janeiro 11, 2026

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Menino brasileiro tem dedos amputados após agressão em escola de Portugal

Um caso grave de violência escolar em Portugal ganhou repercussão internacional. Um menino brasileiro de 9 anos precisou amputar a ponta de alguns dedos após ser agredido dentro da Escola Básica de Fonte Coberta, em Cinfães, distrito de Viseu. O episódio aconteceu no dia 10 de novembro, quando dois alunos teriam prendido a mão da vítima na porta do banheiro.

A lesão foi tão séria que a criança passou por uma cirurgia de três horas no Hospital de São João, no Porto.

Família relata bullying constante

O caso só veio à tona depois que a mãe do menino, Nívia Estevam, publicou relatos nas redes sociais denunciando uma rotina de agressões que o filho já sofria. Segundo ela, não foi a primeira vez: o menino havia sido alvo de puxões de cabelo, chutes, pontapés e até enforcamento dentro da escola.

Em entrevista à TVI/CNN Portugal, Nívia afirmou que o filho “pediu ajuda, gritou e sangrou dentro do banheiro sozinho, enquanto as crianças seguravam a porta para ele não sair”. Ela diz que o menino ficará com sequelas físicas e emocionais.

Atualmente, ele segue em recuperação e a família decidiu mudar de bairro e de escola.

No último domingo (16), Nívia voltou às redes para atualizar o estado do filho. Ela contou que a criança revive o trauma todas as noites e está tomando medicação para conseguir dormir mais rápido. A mãe também segue pedindo apoio e mobilização.

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Governo brasileiro cobra explicações de Portugal

A repercussão mobilizou o governo do Brasil. A Embaixada do Brasil em Portugal pediu, nesta terça-feira (18), informações oficiais sobre as medidas adotadas pelo país diante da agressão.

O Itamaraty informou que:

  • A Embaixada em Lisboa e o Consulado-Geral no Porto estão em contato com a família;
  • O consulado ofereceu assistência jurídica e psicológica;
  • O embaixador Raimundo Carreiro enviou comunicações aos ministros portugueses responsáveis pela Administração Interna e Educação, pedindo detalhes das providências já tomadas e dos desdobramentos do caso.

Grupo de 18 advogados assume o caso

De acordo com a CNN Portugal, o menino será representado por um grupo de 18 advogados, divididos entre áreas cível, penal e assistência psicológica à família.

A Inspeção-Geral da Educação abriu um procedimento para investigar as circunstâncias da agressão. A escola também instaurou um inquérito interno para apurar o que aconteceu e identificar responsabilidades.

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