A investigação contra Bang Si-hyuk, fundador e presidente da HYBE, entrou na reta final e pode ter novos desdobramentos nos próximos dias. Em coletiva nesta segunda-feira (15), a polícia de Seul afirmou que o inquérito está perto da conclusão e que avalia solicitar um mandado de prisão contra o empresário.
Bang é suspeito de negociações fraudulentas envolvendo investidores em 2019, período anterior à abertura de capital da HYBE. Segundo as autoridades, ele teria afirmado que a empresa não tinha planos de IPO, o que teria levado investidores iniciais a vender suas ações a um fundo de private equity supostamente ligado a ele. Após a abertura de capital, esse fundo teria vendido sua participação com lucro.
De acordo com a polícia, um acordo prévio entre acionistas previa que Bang receberia 30% dos lucros, o equivalente a cerca de 190 bilhões de wons (aproximadamente US$ 13,7 milhões), valor considerado indevido pelos investigadores.
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Defesa nega acusações
Representantes de Bang Si-hyuk negam qualquer irregularidade. A defesa afirma que nenhuma informação falsa foi repassada aos investidores e que os termos de divisão de lucros partiram dos próprios acionistas, não do empresário.
Em outubro, Bang foi proibido de deixar a Coreia do Sul e já passou por duas rodadas de interrogatório, nos dias 15 e 22 de setembro, na condição de suspeito.
Impacto no K-pop
A HYBE é uma das maiores potências da indústria musical global, responsável por grupos como BTS, SEVENTEEN, TXT e KATSEYE. O caso é acompanhado de perto pelo mercado financeiro e pelo fandom do K-pop, já que qualquer avanço judicial pode gerar impactos na imagem e nos negócios da empresa.



