A Polícia Civil de São Paulo realizou uma operação para apurar um esquema de venda ilegal de camarotes no estádio do Morumbis. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão como parte da investigação.
Entre os alvos estão Douglas Schwartzmann, diretor-adjunto das categorias de base do São Paulo, Mara Casares, ex-esposa de Julio Casares e então diretora feminina, cultural e de eventos do clube, além de Rita Adriana, apontada como a pessoa que negociava os camarotes de forma irregular.
Quem foi encontrado na operação
Douglas Schwartzmann não estava em casa no momento da ação, pois está em viagem ao exterior. Segundo a polícia, seus filhos atenderam os agentes. Já Rita Adriana também não foi localizada no endereço indicado, mas a polícia apreendeu anotações consideradas relevantes para o avanço da investigação.
Na residência de Mara Casares, os policiais encontraram cerca de R$ 20 mil em dinheiro, além de documentos e um computador. Após a operação, ela e Douglas pediram licença de seus cargos no clube.
Posição do São Paulo

Em nota oficial, o São Paulo Futebol Clube afirmou que é vítima no caso e que vai colaborar com as autoridades. As defesas dos investigados negam qualquer irregularidade e alegam que áudios usados na apuração foram retirados de contexto.
Defesa contesta ação policial
Os advogados de Douglas Schwartzmann afirmaram que a operação teve caráter apenas constrangedor, já que a polícia tinha conhecimento prévio de sua viagem internacional. A defesa também destacou que ele havia se colocado à disposição para prestar esclarecimentos desde que soube da investigação.
Investigação vai além dos camarotes
Paralelamente, a Polícia Civil abriu um inquérito para apurar a gestão do São Paulo, com foco em possíveis crimes como associação criminosa, furto qualificado e apropriação indébita. O clube é tratado como vítima nesse processo.
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Segundo a polícia, depósitos que somam cerca de R$ 1,5 milhão foram identificados na conta pessoal de Julio Casares, presidente afastado do São Paulo. A defesa nega qualquer ligação entre esses valores e saques feitos pelo clube.
Explicações e próximos passos
O advogado de Casares afirma que os depósitos têm origem em atividades anteriores à presidência, quando ele atuava como publicitário. Já o clube justificou saques em dinheiro dizendo que algumas despesas do futebol exigem pagamento em espécie.
Para esclarecer o destino dos valores, o São Paulo contratou peritos independentes para reunir notas fiscais e documentos que comprovem os gastos.
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