Primeira dose foi aplicada em janeiro de 2021 e marcou a virada no combate à pandemia
No dia 17 de janeiro de 2021, o Brasil viveu um dos momentos mais simbólicos da sua história recente. Após a aprovação emergencial das vacinas pela Anvisa, a enfermeira Mônica Calazans se tornou a primeira brasileira vacinada contra a covid-19, dando início à maior campanha de imunização já realizada no país.
Ela foi escolhida por ter participado dos testes clínicos da CoronaVac e atuava na linha de frente no Instituto Emílio Ribas, referência no tratamento da doença durante a pandemia.
Um gesto que virou símbolo
A vacinação de Mônica foi mais do que uma aplicação de dose. Em meio a um cenário de medo, luto e incertezas, o gesto representou esperança. O punho erguido, que viralizou nas imagens da época, virou um símbolo de resistência da ciência e da saúde pública.
No dia seguinte, 18 de janeiro, a campanha começou oficialmente em todo o país, com a distribuição inicial de 6 milhões de doses da CoronaVac, produzidas na China e importadas pelo Instituto Butantan.
A vacinação avança, mesmo com desafios
Poucos dias depois, o Brasil recebeu também as primeiras doses da vacina Oxford/AstraZeneca, importadas pela Fiocruz. A imunização começou pelos grupos mais vulneráveis: profissionais de saúde, idosos, indígenas e pessoas institucionalizadas.

Mesmo com o ritmo lento no início, os efeitos positivos apareceram rapidamente. A partir de abril de 2021, as internações e mortes entre idosos começaram a cair de forma significativa.
Vidas salvas pela ciência
Estudos indicam que, só nos primeiros meses da campanha, dezenas de milhares de hospitalizações e mortes foram evitadas. Em um ano, mais de 339 milhões de doses foram aplicadas, alcançando cerca de 84% da população brasileira.
Especialistas estimam que mais de 300 mil vidas foram poupadas graças à vacinação.
O peso dos atrasos
Apesar do impacto positivo, pesquisas apontam que muitas mortes poderiam ter sido evitadas se a vacinação tivesse começado antes. Relatórios e estudos acadêmicos indicam atrasos na compra de imunizantes e falhas na condução da política de vacinação durante o período mais crítico da pandemia.
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Essas conclusões também foram reforçadas pela CPI da Covid-19, que apontou omissões e negligência na gestão da crise sanitária.
Memória, ciência e responsabilidade
Cinco anos depois, lembrar o início da vacinação é também lembrar das perdas, das escolhas feitas e da importância da ciência, do SUS e da informação de qualidade para proteger vidas.




