A União Europeia entrou em modo de alerta neste domingo (18). O comitê de representantes permanentes dos países do bloco foi convocado para uma reunião extraordinária, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, envolvendo possíveis sanções comerciais contra países europeus.
Ameaça de tarifas e tensão diplomática
Trump anunciou a intenção de aplicar tarifas de 10% a partir de fevereiro e 25% em junho sobre produtos de países europeus que se opõem à ideia de compra da Groenlândia pelos Estados Unidos. A medida atingiria diretamente seis países da União Europeia — Dinamarca, Suécia, França, Alemanha, Países Baixos e Finlândia — além de Noruega e Reino Unido.
Europa promete resposta unida
O presidente francês, Emmanuel Macron, reagiu de forma dura e defendeu uma resposta coletiva do continente. Em publicação nas redes sociais, afirmou que a Europa não aceitará intimidações e reforçou o compromisso com a soberania dos países.
Segundo Macron, nenhuma ameaça externa vai interferir nas posições europeias, seja em relação à Groenlândia, à Ucrânia ou a qualquer outro território. Ele destacou ainda que a defesa da soberania nacional é um princípio que guia as decisões do bloco.
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Groenlândia e presença militar
Em meio ao impasse, países como França, Suécia, Alemanha, Noruega, Países Baixos, Finlândia, Eslovênia e Reino Unido enviaram militares à Groenlândia. A ação faz parte de uma missão de reconhecimento dentro do exercício Arctic Endurance, organizado pela Dinamarca no âmbito da OTAN.
Conselho Europeu reforça posição
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, também se manifestou e garantiu que a União Europeia será firme na defesa do Direito Internacional e da integridade territorial de seus Estados-membros. A declaração foi feita após a assinatura do acordo comercial entre a UE e o Mercosul, no Paraguai.




