O rapper Oruam usou as redes sociais nesta quarta-feira (11) para defender a mãe, Márcia Gama, após ela ser apontada como foragida da Justiça em meio a uma megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro.
Nos stories do Instagram, o artista afirmou que a família estaria sendo alvo de ataques e criticou a situação.
“Triste ver eles fazendo política em cima da minha família. Minha mãe sofreu tanto. Não merece isso. Para me atingir, estão atacando meu bem mais precioso”, escreveu.
Em outra publicação, o rapper também declarou: “O sistema é nojento. Só peço que não acreditem em todas essas mentiras a respeito da minha família”.
Investigação policial
De acordo com as investigações, Márcia Gama é suspeita de atuar como mediadora de interesses da facção fora do sistema prisional. A operação policial faz parte de ações contra integrantes ligados ao grupo criminoso.
O próprio Oruam também é procurado pela Justiça após ter o habeas corpus revogado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo autoridades, ele teria descumprido medidas cautelares, como o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, que teria sido deixada descarregar diversas vezes.
O artista responde a acusações como:
- tráfico de drogas
- associação ao tráfico
- resistência
- desacato
- ameaça e lesão corporal
- dano ao patrimônio
Os casos estariam ligados a um confronto com policiais ocorrido em julho do ano passado, durante uma operação em sua residência.
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Operação policial
A ação policial tinha como objetivo localizar um suspeito conhecido como Menor Piu, investigado por participação em roubos de veículos e apontado como segurança de Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, considerado um dos líderes do Comando Vermelho e chefe do tráfico no Complexo da Penha.
Quem é Marcinho VP

O pai do rapper, Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, é um dos nomes históricos ligados ao Comando Vermelho.
Ele foi preso em 1996, em Porto Alegre, e posteriormente transferido para presídios federais de segurança máxima. Segundo investigações, ele teria comandado ações criminosas no Rio mesmo estando preso.
Entre as acusações que pesam contra ele estão homicídio qualificado e formação de quadrilha, além da suspeita de ordenar a morte de um líder do tráfico rival.




